Cursos de artesanato gratuitos incentivam qualificação

Cursos de artesanato gratuitos incentivam qualificação

Uma parceria entre a Fundação Rio das Ostras de Cultura, o Shopping Plaza e a loja Caçula está oferecendo cursos de artesanato gratuitos, garantindo qualificação e aperfeiçoamento para a população. A iniciativa, que acontece em um espaço cedido pelo próprio shopping, tem a agenda cheia nesta semana com diversas oficinas.

Nesta terça-feira, 26 de agosto, o dia começa com a oficina de Lettering às 11h, ministrada pelo instrutor Rodrigo Felix. Os participantes deverão ter em mãos uma caneta Posca (ou similar) e uma plaquinha de MDF. Na parte da tarde, às 14h, a instrutora Marcilene Barcaro ensinará a arte do Crochê. Para essa aula, é necessário levar barbante número 6 e agulha 3,5.

Já na quinta-feira, 28 de agosto, a programação continua com a oficina de Carimbo de Borracha Escolar, às 11h, com o instrutor João Felipe Rebello. Os materiais necessários são borracha escolar, estilete, almofada de carimbo e papel. À tarde, às 14h, a instrutora Isabela Félix comanda a aula de Bijus com Miçangas e Conchas, para a qual os alunos devem ter anzol para brincos, miçangas e conchas.

Os cursos são gratuitos e os materiais necessários para as aulas devem ser adquiridos pelos participantes exclusivamente na loja Caçula para garantir a vaga no curso. Quem possui a Carteira Municipal do Artesão tem acesso a descontos especiais na compra dos itens.

As vagas para todos os cursos são limitadas e as inscrições devem ser realizadas diretamente na loja, localizada no Shopping Plaza Rio das Ostras.

Fonte – riodasostras.rj.gov.br/

Qual o tamanho ideal de agulha para amigurumi?

Qual o tamanho ideal de agulha para amigurumi?

Escolher a agulha de crochê certa é tão importante quanto o fio. No amigurumi, a regra é simples: quanto mais justa a trama, melhor — assim o enchimento não aparece entre os pontos.

🔹 Tamanho ideal da agulha x tipo de fio

  • Fios de algodão 100% (Amigurumi, Charme, Anne – Círculo):
    • Use agulhas 2,0mm a 2,5mm.
    • Ideal para dar firmeza aos pontos sem perder a maciez.
  • Fios mais finos (Anne, Amigurumi Slim):
    • Agulhas 1,75mm a 2,0mm.
    • Garantem pontos delicados em miniaturas.
  • Fios mais grossos (Balloon Amigo, Lãs infantis, fio 6):
    • Agulhas 2,5mm a 3,0mm.
    • Criam peças maiores, mas ainda com estrutura firme.

🔹 Tipos de agulhas de crochê no mercado

  1. Agulhas de Alumínio com cabo emborrachado ou anatômico
    • Leves, deslizam bem no fio.
    • Ótimas para quem crochetará por horas sem cansar.
  2. Agulhas de Aço (geralmente mais finas)
    • Usadas em crochê delicado, rendas e fios bem finos.
    • Pouco usadas em amigurumi.
  3. Agulhas de Plástico
    • Leves, mas não tão resistentes.
    • Boa opção para iniciantes que querem testar.
  4. Agulhas de Bambu ou Madeira
    • Mais ecológicas, toque confortável.
    • Boa aderência, ideais para quem não gosta da sensação muito lisa do alumínio.

🔹 5 Melhores marcas de agulha para amigurumi no Brasil

  1. Círculo Soft
    • Cabo emborrachado anatômico, ponta de alumínio.
    • Muito procurada por crocheteiras de amigurumi.
    • Preço médio: R$ 16 a R$ 20 cada.
  2. Tulip Etimo (Japonesa)
    • Cabo ergonômico, super confortável, considerada a “Ferrari” das agulhas.
    • Preço médio: R$ 80 a R$ 120 (cada).
  3. Clover Soft Touch (Japonesa)
    • Leve, com pegada suave, bastante durável.
    • Preço médio: R$ 60 a R$ 90 (cada).
  4. We Care About (Linha Soft)
    • Nacional, confortável e com ótimo custo-benefício.
    • Preço médio: R$ 12 a R$ 15 (cada).
  5. Addi Swing (Alemã)
    • Cabo ergonômico diferenciado, ótima para quem sofre com dores nas mãos.
    • Preço médio: R$ 90 a R$ 110 (cada).

🔹 Dicas para escolher sua agulha

✅ Se você está começando: invista em agulhas Círculo Soft ou We Care About, que unem conforto e preço acessível.
✅ Se você já trabalha com vendas de amigurumi: considere ter pelo menos uma Tulip Etimo ou Clover, que são mais duráveis e confortáveis para longas horas de crochê.
✅ Teste tamanhos diferentes para ver qual deixa seu ponto mais firme sem ficar duro demais.


👉 Resumo rápido:

  • Algodão médio (Amigurumi, Charme): agulha 2,0 a 2,5mm.
  • Algodão fino (Anne, Slim): agulha 1,75 a 2,0mm.
  • Fios grossos (Balloon Amigo, lã infantil): agulha 2,5 a 3,0mm.

Escolher bem sua agulha significa menos dor nas mãos, mais qualidade nos pontos e amigurumis perfeitos!

Artesanato como meio de vida

Artesanato como meio de vida

Artesã ganha a vida expondo seus trabalhos em feiras

Cida Marteli aprendeu a fazer crochê aos 9 anos, observando a avó e a mãe, que tinham uma malharia de fundo de quintal em Santa Maria. O negócio da família fornecia peças para lojas da cidade. Hoje, depois de 52 anos de trabalhos manuais, ela ganha a vida expondo seus trabalhos em feiras e é uma das poucas pessoas que atua com fio de seda em Porto Alegre e Região Metropolitana.

A artesã costuma trabalhar a semana toda produzindo peças para vender nos finais de semana no Brique da Redenção e na feira da Usina do Gasômetro. Além disso, tinha uma banca fixa na Praça da Alfândega, que acabou atingida pela enchente. “Eu perdi todo o meu material e ainda não consegui voltar para lá infelizmente. O artesão é esquecido, está bem difícil esse retorno”, lamenta.

Mesmo com as dificuldades, Cida intensificou a produção durante a tragédia para doar em abrigos. Acompanhada da filha, chegou a distribuir mais de 300 toucas para crianças e adultos impactados pelas inundações. Hoje continua o trabalho para entregar doações em postos de saúde e maternidades durante o inverno.

“Sempre consegui me manter com a renda do que produzo. Trabalho no fim de semana para ter o que comer durante a semana. Não é fácil, mas sigo porque as feiras me alimentam, vendendo ou não. É lá que encontro pessoas incríveis que valorizam meu trabalho”, conta. Agora, a empreendedora trabalha para finalizar um centro cultural que idealizou junto com a mãe. A ideia é continuar com doações e desenvolver outros projetos sociais a partir do tricô e do crochê.

Expositores já se organizam para o Natal

Estão abertas as inscrições para os expositores interessados em participar da Magia do Natal de Nova Petrópolis, que ocorre de 7 de novembro até 4 de janeiro de 2026 na Rua Coberta da cidade. Durante este período a feira ocorrerá de segundas-feiras a quintas, das 9h às 18h, e nas sextas, sábados, domingos e feriados das 9h às 20h. O espaço é disponibilizado para comercialização de produtos de Natal, artesanatos natalinos e presentes. A ficha de inscrição está disponível no link e deve ser enviada preenchida até 3 de setembro para o WhatsApp da Secretaria de Turismo e Cultura pelo número (54) 3281-8403.

Fonte – correiodopovo

Qual o melhor fio para amigurumi? 5 opções brasileiras (com preços médios)

Qual o melhor fio para amigurumi? 5 opções brasileiras (com preços médios)

Escolher o fio certo faz toda a diferença nos seus amigurumis: estrutura, textura, definição dos pontos e até o preço final da peça. Veja abaixo cinco opções populares e confiáveis disponíveis no Brasil, com seus destaques e preços aproximados:

1. Fio Amigurumi – Círculo (100% algodão mercerizado)

  • Tipo: algodão mercerizado
  • Destaques: textura firme, cores vibrantes, ampla cartela, alta definição de pontos
  • Preço médio: R$ 14,99 por novelo de 125 g (254 m), podendo variar para cerca de R$ 14,69 via Pix em promoções armarinhosaojose.com.brSissi Fios.

2. Fio Amigurumi Slim – Círculo (100% algodão mercerizado, mais fino)

  • Tipo: algodão mercerizado, espessura fina (ideal para miniaturas mais delicadas)
  • Preço médio: semelhante ao fio Amigurumi tradicional (promoção por volta de R$ 14 a R$ 15) Sissi Fios.

3. Linha Anne – Círculo (alto rendimento, mais fina)

  • Tipo: algodão, espessura fina (ideal para detalhes e peças pequenas)
  • Preço médio: geralmente entre R$ 10 e R$ 12 (baseado em lojas populares) Sissi Fios.

4. Linha Charme – Círculo (algodão com toque suave)

  • Tipo: algodão com acabamento mais fosco e encorpado
  • Preço médio: cerca de R$ 10 a R$ 12 – uma boa alternativa ao Anne para peças com mais estrutura Sissi Fios.

5. Balloon Amigo – Pingouin (algodão + acrílico, fio leve e fofo)

  • Tipo: misto (algodão e acrílico), toque macio, ótima opção para peças infantis
  • Preço médio: em torno de R$ 15 a R$ 16, dependendo da loja Sissi Fios.

Resumo Comparativo

Fio / MarcaComposiçãoIndicaçãoFaixa de Preço*
Amigurumi – Círculo100% algodão mercerizadoestrutura firme, grandes coresR$ 14–15
Amigurumi Slim – Círculo100% algodão mer., finodetalhes e miniaturasR$ 14–15
Anne – CírculoAlgodão finodetalhes delicadosR$ 10–12
Charme – CírculoAlgodão encorpadopeças estruturadasR$ 10–12
Balloon Amigo – PingouinAlg. + acrílicoleve, fofinho, infantilR$ 15–16

*Preços estimados com base em promoções habituais; podem variar conforme a loja.


Dica final: como escolher o fio ideal

  • Quer amigurumis firmes com pontos bem definidos? Prefira o Amigurumi ou o Charme.
  • Para miniaturas delicadas, o Amigurumi Slim e o Anne são excelentes aliados.
  • Para peças fofinhas, grandes ou infantis, experimente o Balloon Amigo — macio e com toque leve.

Quer mais detalhes ou combinar essas opções com receitas práticas? Acesse nosso blog e descubra tudo sobre amor, fio e criatividade!

Agora é lei: Rio terá espaço para divulgar artesanato em eventos culturais

Agora é lei: Rio terá espaço para divulgar artesanato em eventos culturais

Agora é lei: Rio terá espaço para divulgar artesanato em eventos culturais

Com o objetivo de valorizar e promover o artesanato, que é uma forma de reconhecer a importância das tradições e expressões culturais, a Câmara dos Vereadores promulgou, nesta quinta-feira (21/08), a Lei nº 9.006/2025, de autoria do vereador Átila Nunes (PSD).  A norma obriga instituições públicas e organizações não governamentais que recebem apoio da Prefeitura do Rio para realizar eventos culturais a destinar parte do espaço físico para divulgação da atividade artesanal. 

De acordo com a lei, o espaço físico destinado ao artesanato deverá ganhar destaque através da identidade cultural do evento e localizar-se, preferencialmente, próximo à entrada. Além disso, dos artesãos beneficiados pelo projeto, no mínimo 25% deverão ser pessoas com deficiência e/ou mulheres vítimas de violência doméstica reconhecida judicialmente, e/ou pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e/ou integrantes de minorias étnicas. 

Em caso de descumprimento, o infrator fica impedido de receber novo aporte financeiro da prefeitura pelo prazo de cinco anos. 

“Além de fomentar a geração de emprego e renda, estimular o turismo e valorizar a cultura, o artesanato expressa a identidade da nossa gente. A lei garante que os artesãos cariocas tenham acesso a espaços para divulgar, promover e comercializar seus produtos”, afirma o parlamentar. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 67% dos municípios no país têm o artesanato presente na economia, movimentando cerca de R$ 100 bilhões por ano, o equivalente a 3% do PIB (Produto Interno Bruto).  Fonte de sustento para mais de 10 milhões de pessoas, cerca de 90% do artesanato brasileiro é realizado por mulheres.

Ainda foram promulgados os vetos parciais aos arts. 5º ao 8º da Lei nº 8.938, de 12 de junho de 2025, que estabelece o Programa de Saúde Mental, Prevenção de Depressão e Suicídio no Município. A lei é de autoria do vereador Vitor Hugo (MDB). 

Fonte- camara.rio

Quando o amigurumi surgiu no Brasil?

Quando o amigurumi surgiu no Brasil?

Se hoje o amigurumi é uma febre entre artesãs brasileiras, com grupos de Facebook, perfis no Instagram e feirinhas cheias dessas fofuras, é natural bater a curiosidade: afinal, quando o amigurumi chegou ao Brasil?

📖 Do Japão ao Brasil

A técnica nasceu no Japão, onde “ami” significa tricô/crochê e “nuigurumi” significa boneco de pelúcia. No começo, era uma tradição ligada à delicadeza dos presentes manuais, feitos para transmitir carinho e sorte.

No Brasil, o amigurumi começou a ganhar espaço por volta de 2010, quando blogs e comunidades online começaram a compartilhar receitas traduzidas. Mas foi a partir de 2015, com a popularização dos tutoriais no YouTube e grupos de crochê no Facebook, que o amigurumi virou paixão nacional.

🌟 O boom do amigurumi brasileiro

Com o tempo, o amigurumi deixou de ser apenas uma inspiração importada e ganhou a cara do Brasil. Nossas artesãs adaptaram receitas, criaram personagens próprios e começaram a vender em feiras de artesanato, marketplaces e até para exportação.

De 2018 em diante, grandes marcas de fios lançaram linhas específicas para amigurumi, com cores vibrantes e novelos menores — perfeitos para o novo mercado que crescia cada vez mais.

🐻 As peças mais populares no Brasil

Entre os primeiros sucessos que conquistaram o público brasileiro estão:

  1. Ursinhos de amigurumi 🧸 – Clássicos e eternos, usados como presente para bebês e crianças.
  2. Chaveiros de bichinhos 🔑 – Pequenos, rápidos de fazer e ideais para lembrancinhas.
  3. Bonecas 👧 – Inspiradas tanto em personagens infantis como em criações autorais.
  4. Polvinhos para bebês 🐙 – Famosos por acalmarem recém-nascidos com seus tentáculos que lembram o cordão umbilical.
  5. Personagens famosos 🎬 – Heróis, princesas e personagens de TV, sempre entre os mais pedidos.

🎀 Conclusão

O amigurumi no Brasil é mais do que uma técnica: é um movimento criativo, comunitário e cheio de significado. Ele une tradição japonesa com a criatividade e alegria do nosso povo.

Hoje, cada peça feita por mãos brasileiras carrega um pouco dessa história — e continua a espalhar amor, terapia e até uma nova forma de renda.

👉 Quer conhecer mais sobre amigurumisr? Confira as matérias completas no nosso blog!

Exposição Tramas e Nós abre inscrições para participação em Arapiraca

Exposição Tramas e Nós abre inscrições para participação em Arapiraca

Mostra será realizada no Mercado do Artesanato Margarida Gonçalves e reunirá obras de artesãs, valorizando a força do fazer manual feminino

Arapiraca será palco de uma celebração dedicada ao talento, à criatividade e à força das mulheres artesãs. A Exposição Tramas e Nós, que acontece nos dias 29 e 30 de agosto, no Mercado do Artesanato Margarida Gonçalves, está com inscrições abertas para artesãs interessadas em participar.

O evento busca valorizar a diversidade cultural, estimular a transmissão de tradições e fortalecer a economia criativa da região, e reunirá peças únicas feitas em macramê, crochê e bordado.

O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, através do Ministério da Cultura, operacionalizado pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secult).

“A exposição é um convite para que possamos enxergar o artesanato não apenas como um ofício, mas como uma forma de expressão cultural e de resistência das mulheres”, destacou a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas.

As artesãs que desejarem integrar a exposição devem preencher o formulário disponível no site

Preciso saber crochê antes de fazer amigurumi?

Preciso saber crochê antes de fazer amigurumi?

Se você está começando no mundo dos fios e já se apaixonou pelos amigurumis, talvez essa dúvida tenha surgido: “preciso aprender crochê antes de começar a fazer amigurumi?”

A resposta é: não precisa ser uma expert no crochê para começar, mas conhecer o básico é essencial.

✨ O amigurumi nada mais é do que uma técnica japonesa de crochê que cria bonequinhos, bichinhos e objetos tridimensionais. Ou seja, ele utiliza pontos tradicionais do crochê, mas aplicados de uma forma diferente para dar forma e estrutura às peças.

🔹 O que você realmente precisa saber?

Antes de mergulhar no universo do amigurumi, vale aprender alguns pontos básicos do crochê:

  • Correntinha (corr) → para iniciar trabalhos.
  • Ponto baixo (p.b.) → o ponto mais usado nos amigurumis.
  • Aumento e diminuição → para dar forma às peças.
  • Anel mágico → para começar os trabalhos circulares sem deixar buracos.

Esses poucos pontos já são suficientes para você dar os primeiros passos no amigurumi!

🔹 Por que não é preciso dominar crochê avançado?

Porque a maioria das receitas de amigurumi utiliza sempre os mesmos pontos, em variações que formam diferentes formatos. Ou seja, mesmo que você nunca tenha feito tapetes ou roupas de crochê, pode sim se dedicar direto ao amigurumi.

🔹 Benefícios de aprender amigurumi mesmo como iniciante

✅ Exercita a criatividade e concentração
✅ Pode ser fonte de renda extra
✅ É terapêutico e ajuda no relaxamento
✅ Você começa rápido e já vê resultados em poucas aulas


👉 Em resumo: não é necessário dominar crochê para fazer amigurumi.
Basta conhecer o básico, ter paciência e praticar.

📌 No nosso blog, você encontra receitas e tutoriais passo a passo para começar ainda hoje a fazer seus primeiros amigurumis!

🔗 Clique aqui para acessar as receitas e aprender mais

Artesanato é responsável por fatia gigante do PIB nacional

Artesanato é responsável por fatia gigante do PIB nacional

Atividade é fonte de renda para cerca de 8,5 milhões de pessoas; veja opção para entrar no mercado

O artesanato movimenta cerca de R$ 100 bilhões por ano no Brasil, o que representa 3% do PIB Nacional. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E mais: 77% do total de artesãos brasileiros são mulheres, de acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Ainda conforme o IBGE, a atividade contribui diretamente para a economia de 67% dos municípios e é fonte de renda para cerca de 8,5 milhões de pessoas.

Amigurumis
Entre as brasileiras que vivem do artesanato está Ju Sanches, professora de amigurumi (bonecos feitos de crochê) e empreendedora que já formou mais de 10 mil alunas em todo o País.

Segundo ela, cada vez mais as pessoas valorizam presentes que carregam um significado especial, e apostar em algo feito à mão é uma forma de demonstrar amor e cuidado.

“A técnica japonesa de fazer bonecos de crochê tem um custo de produção incrivelmente baixo. O investimento em material fica entre R$ 15 e R$ 20 e você pode vender até R$ 200, conseguindo uma boa margem de lucro”, contou ela.

“O diferencial dos amigurumis, por exemplo, é que eles podem ser moldados de várias formas, permitindo criar desde peças delicadas para os mais jovens até personagens mais sofisticados que atendem aos interesses dos adultos”, continuou Sancges.

A ocupação artesanal por vezes é considerada menos atrativa frente a outras oportunidades de empreendimento. No entanto, este cenário vem mudando. É o que indica o relatório de tendências do Pinterest, de 2024, que destaca um aumento do interesse da Geração Z por produtos manuais e criativos.

O relatório destaca que a procura por “bolsa de crochê japonês” cresceu 380% em relação a 2023, “bolsa de laço de crochê” subiu 975% e por bolsa feita à mão com miçangas mais de 300%. As pesquisas por “faça você mesmo” também aumentaram cerca de 50%, ressaltando mais ainda o interesse do público em produções manuais. 

Ju Sanches vende cursos onlines nos quais ensina não apenas a fazer, mas também a vender e a viver de amigurumi. Além disso, é autora do livro O Fantástico Mundo dos Mini Mins, pelo qual compartilha sua experiência e o processo criativo por trás dos bonecos.

“Empreender no setor de artesanato traz uma série de vantagens, como autonomia, flexibilidade de horário, controle de demandas, entrega de qualidade, conexão com o cliente e, ainda, satisfação pessoal. Muito mais do que baixo investimento e alto lucro, o artesanato permite expandirmos a nossa marca e expressarmos a nossa essência. Cada trabalho é único, personalizado e carrega a assinatura da artesã que o criou, com muita dedicação, atenção e cuidado”, completou a artista.

Fonte: https://www.gazetasp.com.br/

Dia do Canhoto: como surgiu e desafios de quem faz amigurumi com a mão esquerda

Dia do Canhoto: como surgiu e desafios de quem faz amigurumi com a mão esquerda

No dia 13 de agosto, comemora-se o Dia Internacional do Canhoto. A data foi criada em 1976 pela Left-Handers International para conscientizar sobre as dificuldades e adaptações que pessoas canhotas enfrentam em um mundo projetado, na maioria das vezes, para destros.

E no universo do crochê — especialmente no amigurumi — essas dificuldades podem ser ainda mais evidentes. Afinal, a maioria dos tutoriais, agulhas e diagramas são pensados para quem segura a agulha com a mão direita.

Hoje vamos falar sobre os principais desafios que uma crocheteira ou crocheteiro canhoto enfrenta ao fazer amigurumi e, claro, dar soluções para cada um deles.


Principais dificuldades e como resolvê-las

1. Tutoriais e gráficos invertidos

  • Problema: A maioria dos tutoriais em vídeo e gráficos mostram o ponto sendo feito com a mão direita, o que pode confundir no sentido do trabalho e no formato final da peça.
  • Solução: Procure tutoriais específicos para canhotos ou utilize recursos de vídeo para espelhar a imagem, deixando o movimento mais intuitivo. Em gráficos, é possível mentalmente “inverter” o sentido ou usar editores de imagem para virar o esquema horizontalmente.

2. Dificuldade com a direção da espiral do amigurumi

  • Problema: Ao crochetar com a mão esquerda, a espiral do ponto pode girar no sentido oposto, alterando detalhes da peça.
  • Solução: Adapte o padrão para que a sequência de aumentos e diminuições siga o sentido natural da sua mão, garantindo que a peça mantenha o formato correto.

3. Posição da mão e ergonomia

  • Problema: Muitas dicas de ergonomia são para destros, o que pode levar a dores ou desconfortos nas mãos e punhos de canhotos.
  • Solução: Ajuste o apoio de braços e ombros, use agulhas com cabo anatômico e faça pausas para alongamentos específicos para as mãos.

4. Falta de material adaptado

  • Problema: Alguns modelos de tesouras, cortadores e acessórios são projetados para destros, dificultando o corte ou precisão.
  • Solução: Procure ferramentas adaptadas para canhotos — hoje já existem tesouras e cortadores específicos que facilitam o trabalho.

💡 Dica extra:
Não se sinta limitado(a) por ser canhoto(a). Com as adaptações certas, o amigurumi pode fluir com a mesma qualidade e velocidade que o trabalho de um destro. A criatividade e o amor pela arte não têm “mão dominante”!


🎉 Feliz Dia do Canhoto! Que possamos valorizar ainda mais a diversidade de talentos e habilidades no mundo do crochê.

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