Artesã faz peças de crochê diferentes em Itanhaém

Artesã faz peças de crochê diferentes em Itanhaém

Além de peças variadas, Cristina faz ainda conjuntos para bebês que são doados às famílias carentes da cidade

Atuar com o que gosta e se dedicar à arte do crochê com peças diferenciadas. Esse é o trabalho desenvolvido pela artesã Cristina Pasqualis, de Itanhaém, que faz para vender diversos bichinhos com a técnica amigurumi. Ela faz também os conjuntos para bebês que são doados às famílias mais carentes do município.
 
Cristina conta que aprendeu a fazer o crochê aos 14 anos com a sua madrasta e, a partir daí, não parou mais de fazer as peças de crochê

“Minha madrasta passou a técnica de como fazer o crochê. Antigamente, fazíamos os enxovais para casamento. Aprendi e fui me aperfeiçoando em fazer novas peças”, explica. 

Entre os diversos objetos, a artesã faz tapetes, sousplat de mesa (centros de mesas), capas de almofada, presépios e vários bichinhos de amigurumi.   

“O crochê e os trabalhos manuais são uma terapia e me ajudam bastante a superar a Síndrome do Pânico”, conta.
Atualmente, os mais procurados por suas clientes são os bichinhos feitos com a técnica japonesa amigurumi. 

“Com a técnica amigurumi podemos usar várias linhas, como lã, linhas finas e grossas para fazer bichinhos, sapatinhos de bebês e outras peças”, frisa.

Cristina lembra ainda que o crochê está voltando a ser usado em roupas usadas por artistas. 

“Algumas peças que estão na moda, feitas em crochê, são uma touquinha (head piece) e um triângulo que se usa na cintura”.

A artesã já tem várias clientes fixas. Elas costumam pedir os bichinhos, como cães, gatos, ratinhos e santinhos, todos feitos com amigurumi. 

Cristina também faz, na época de Natal, os presépios e as guirlandas de amigurumi, que estão entre os mais pedidos. 
“Nos presépios são feitas pequenas peças e dão mais trabalho, por isso são as mais demoradas para concluir”, ressalta.

Com o presépio, Cristina pode levar até 15 dias para completar todas as peças. Lembra ainda que a maior divulgação dos trabalhos tem sido o boca a boca entre as clientes. 

Cristina já teve uma loja virtual e vendeu pelo Shopee. E também tem postado algumas fotos em grupos de artesãs, de amigos e da família. 
Projeto social
A artesã Cristina desenvolve ainda um projeto social. Ela faz um conjunto, composto por casaco, toquinha e sapatinho de bebê, para ser doado às famílias carentes de Itanhaém. 

“Tive bastante dificuldade em fazer a doação às mães que estavam internadas na Maternidade do Hospital Regional, devido à burocracia”, conta.

Mas Cristina não desistiu. Atualmente, ela faz e entrega o conjunto com a roupinha de bebê na Unidade Básica de Saúde, no bairro Suarão, uma vez ao mês, para ser entregue às gestantes carentes do bairro.

Ela tem ainda a colaboração de sua irmã Helene que faz a doação de algumas linhas e lãs para fazer as roupinhas.

Planos
Sobre os planos futuros, Cristina pretende continuar a fazer as peças de crochê e os conjuntinhos de bebê para doação. 

“Enquanto tiver capacidade para fazer os conjuntinhos de bebê e as peças de amigurumi, vou prosseguir com meu trabalho e atender as minhas clientes e as famílias”, completa.

A artesã também aceita encomendas de clientes. E já participou de algumas feiras de artesanato na Cidade para expor suas peças de crochê.   

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/

✅ Checklist Essencial para Artesãs que Vendem Amigurumi

✅ Checklist Essencial para Artesãs que Vendem Amigurumi

Vender amigurumis é muito mais do que crochetar com amor. É preciso organização, atenção aos detalhes e uma boa dose de estratégia. Se você já esqueceu de colocar etiqueta em uma peça, perdeu o prazo de entrega ou ficou sem material no meio da produção, este post é pra você.

Preparei um checklist prático e direto ao ponto para garantir que cada etapa da sua produção seja feita com excelência — e sem dor de cabeça.

🧵 Antes de Começar a Produção

✔️ Defina o modelo e tamanho do amigurumi
✔️ Confirme com o cliente cores, acessórios e personalizações
✔️ Calcule o custo de produção (materiais + tempo)
✔️ Verifique se tem todos os materiais em estoque
✔️ Estime o prazo de entrega realista

Dica: Use um caderno ou app para registrar cada encomenda com todos os detalhes. Isso evita confusões e retrabalho.

🪡 Durante a Produção

✔️ Separe os materiais por projeto (fios, olhos, enchimento, etc.)
✔️ Mantenha o ambiente limpo e organizado
✔️ Anote o tempo gasto em cada etapa (crochê, montagem, acabamento)
✔️ Faça pausas para evitar dores nas mãos e nas costas
✔️ Fotografe o processo, se possível, para conteúdo de redes sociais

Produzir com atenção e carinho é o que transforma um amigurumi em uma peça memorável.

📦 Finalização e Entrega

✔️ Revise a peça: costuras firmes, fios escondidos, formato correto
✔️ Adicione etiqueta ou tag com sua marca
✔️ Embale com cuidado (plástico, papel de seda, caixa ou envelope)
✔️ Inclua um cartão de agradecimento ou mimo extra
✔️ Confirme o endereço e o tipo de envio com o cliente

Uma embalagem bem feita valoriza seu trabalho e encanta o cliente antes mesmo de abrir o pacote.

📲 Pós-venda e Divulgação

✔️ Peça feedback ao cliente após a entrega
✔️ Poste fotos da peça nas redes sociais (com autorização)
✔️ Atualize seu portfólio ou catálogo online
✔️ Registre a venda em sua planilha de controle
✔️ Mantenha contato com o cliente para futuras encomendas

O pós-venda é onde você transforma compradores em fãs da sua arte.

🧘‍♀️ Conclusão

Esse checklist é seu aliado para garantir que cada amigurumi seja entregue com qualidade, profissionalismo e carinho. Com ele, você evita esquecimentos, organiza sua rotina e fortalece sua marca como artesã.

Salve esse post, imprima o checklist e use sempre que for começar uma nova encomenda. Seu futuro eu agradece!

Alunas aprendem técnica artesanal de Amigurumi para criar bonecos e personagens em tricô e crochê

Alunas aprendem técnica artesanal de Amigurumi para criar bonecos e personagens em tricô e crochê

Aparecida do Taboado (MS) – Nesta semana, oito alunas participaram do curso de Amigurumi, novidade no município segundo informou a coordenadora de eventos do SENAR/MS, Selia Souza.

A capacitação, ministrada pela instrutora Andrea Alves Rosa, teve carga horária de 16 horas e foi realizada nos dias 29 e 30 de setembro de 2025.

“Amigurumi, originado no Japão, é uma técnica artesanal que utiliza crochê ou tricô para criar bonecos, personagens e objetos fofos e detalhados. A palavra é a junção de dois termos japoneses: ami, que significa malha ou tricô, e nuigurumi, que se refere a brinquedo de pelúcia. Cada peça é única, feita à mão com dedicação e habilidade, podendo representar bichinhos, personagens, alimentos e até utensílios domésticos”, explicou a instrutora.

Com o curso, as participantes passaram a dominar a técnica e agora podem explorar a criatividade para produzir peças decorativas, presentes ou até mesmo itens para comercialização.

Durante as aulas, elas confeccionaram uma capivara em crochê, mas aprenderam também a adaptar o conhecimento para criar chaveiros, bonequinhos infantis e uma grande variedade de personagens.

Para a aluna Abenaias Maria da Silva, foi uma oportunidade única que veio em boa hora. Ao Costa Leste News, ela contou que pretende usar o aprendizado para confeccionar o primeiro boneco para a filha, e depois continuar praticando para produzir peças tanto para uso próprio quanto para vender e complementar a renda da família.

Quer participar dos cursos oferecidos semanalmente pelo SENAR/MS em parceria com o Sindicato Rural? Contato: (67) 3565-1288 | (67) 99283-1275

Como Organizar Sua Produção de Amigurumis Sem Perder a Cabeça

Como Organizar Sua Produção de Amigurumis Sem Perder a Cabeça

Se você já se viu cercada por novelos, agulhas e encomendas atrasadas, respira fundo: você não está sozinha. A produção de amigurumis pode ser uma fonte de alegria — mas também de caos, se não houver organização. Neste post, vou te mostrar como transformar sua rotina artesanal em um fluxo leve, produtivo e até prazeroso.

🎯 Por que a organização é essencial?

Organizar sua produção não é só sobre ter tudo no lugar. É sobre:

  • Evitar retrabalho e desperdício de tempo
  • Cumprir prazos com tranquilidade
  • Ter clareza sobre o que está sendo feito e o que vem a seguir
  • Reduzir o estresse e aumentar a satisfação com o processo

Se você faz amigurumis para vender, a organização também impacta diretamente na sua reputação e nas suas vendas.

🗂️ Passo a Passo para Organizar Sua Produção

1. Tenha um cronograma semanal

Defina dias específicos para cada etapa: criação, produção, acabamento, fotos, postagem. Isso evita que tudo se acumule em um só dia.

Exemplo: Segunda para crochê, terça para costura e montagem, quarta para fotos e divulgação.

2. Use uma planilha ou aplicativo simples

Controle suas encomendas, prazos, materiais usados e valores. Pode ser no papel, no Excel ou em apps como Trello, Notion ou Google Keep.

3. Separe os projetos por prioridade

Classifique seus amigurumis em:

  • Urgentes (prazo curto)
  • Importantes (prazo médio)
  • Criativos (sem prazo, mas que você quer desenvolver)

Isso ajuda a manter o foco e evitar a procrastinação.

4. Monte kits de produção

Deixe separados os materiais para cada projeto: fios, olhos, enchimento, etiquetas. Isso evita perder tempo procurando itens e reduz erros.

5. Estabeleça metas realistas

Não tente fazer 10 amigurumis por semana se sua rotina não permite. Respeite seu tempo e sua energia. Produzir com prazer é mais sustentável.

🧘‍♀️ Dica bônus: Cuide do seu bem-estar

Organização também é sobre cuidar de você. Faça pausas, alongue os dedos, ouça uma música, tome um chá. Seu corpo e sua mente são suas ferramentas mais valiosas.

📌 Conclusão

Organizar sua produção de amigurumis não precisa ser complicado. Com pequenas mudanças, você transforma o caos em clareza — e o estresse em satisfação. Lembre-se: você merece criar com leveza e propósito.

🧵 5 erros que te impedem de vender seus amigurumis (e como evitá-los)

🧵 5 erros que te impedem de vender seus amigurumis (e como evitá-los)

Vender amigurumis vai muito além de postar uma foto bonita no Instagram. É sobre criar conexão, entender seu público e valorizar seu trabalho. Se você já tentou vender e sentiu que “não deu certo”, talvez esteja cometendo um desses erros — e a boa notícia é que todos eles têm solução!

1. Não saber quem é seu público

Você está tentando vender para todo mundo? Esse é um erro comum. Quando você tenta agradar todos, acaba não se conectando com ninguém.
Como evitar: Defina quem é sua cliente ideal. É uma mãe que quer presentear o filho? Uma colecionadora de bichinhos? Fale diretamente com ela.

2. Precificar sem estratégia

Cobrar “o que acha justo” ou “o que a vizinha cobra” pode te deixar no prejuízo.
Como evitar: Calcule seus custos, tempo de produção e valor agregado. E lembre-se: seu trabalho tem valor emocional e artístico.

3. Fotos que não valorizam o produto

Fotos escuras, desfocadas ou com fundo bagunçado afastam compradores.
Como evitar: Use luz natural, fundos neutros e destaque os detalhes do amigurumi. Invista tempo na apresentação.

4. Não contar a história por trás da peça

As pessoas compram com o coração. Se você só mostra o produto, perde a chance de criar conexão.
Como evitar: Compartilhe o processo, o nome do bichinho, o que ele representa. Humanize sua arte.

5. Falta de consistência nas redes sociais

Postar uma vez por mês não cria relacionamento.
Como evitar: Crie uma rotina de conteúdo. Mostre bastidores, depoimentos de clientes, dicas e curiosidades. Seja presente.

💡 Vender amigurumis é possível — e pode ser leve, prazeroso e lucrativo. Com pequenas mudanças, você transforma sua arte em negócio.

Como o amigurumi me ajudou a lidar com a ansiedade: minha história com as agulhas

Como o amigurumi me ajudou a lidar com a ansiedade: minha história com as agulhas

Por: Lúcia Helena, 54 anos

Se alguém me dissesse há cinco anos que um novelo de lã e uma agulha poderiam transformar minha saúde mental, eu teria rido. Mas hoje, aos 54 anos, posso afirmar com todas as letras: o amigurumi salvou minha paz.

Sou Lúcia Helena, mãe de dois filhos adultos, aposentada da área de educação, e uma mulher que sempre viveu no modo “resolver tudo”. Quando me aposentei, imaginei que finalmente teria tempo para mim. Mas o que veio foi um vazio silencioso, acompanhado de crises de ansiedade que me deixavam sem ar, sem rumo e sem vontade de sair da cama.

Foi numa tarde qualquer, navegando sem rumo pela internet, que vi um vídeo de uma senhora fazendo um pequeno coelhinho de crochê. Era o tal do amigurumi. Fiquei hipnotizada. No dia seguinte, comprei uma agulha, alguns fios e comecei a tentar.

No início, meus pontos eram tortos, os bichinhos pareciam saídos de um filme de terror (risos), mas algo mágico acontecia: enquanto eu crocheta, minha mente desacelerava. Cada ponto era uma respiração profunda. Cada finalização era uma pequena vitória.

Hoje, tenho uma prateleira cheia de amigurumis e uma alma mais leve. Faço por hobby, mas já vendi alguns para amigas e vizinhas. Mais do que um passatempo, o amigurumi virou meu ritual de autocuidado. Ele me ensinou que a beleza está no processo, não só no resultado.

Se você está passando por momentos difíceis, talvez o amigurumi possa ser seu refúgio também. Não precisa ser perfeito. Só precisa começar.

Quer mandar seu depoimento pra gente? Escreva para contato@centraldosamigurumis.com.br

🌸 Amigurumis florais: ideias criativas para celebrar a primavera

🌸 Amigurumis florais: ideias criativas para celebrar a primavera

A primavera chegou e, com ela, a estação mais colorida e inspiradora do ano! 🌼 Para quem faz amigurumi, é a oportunidade perfeita de criar peças delicadas, alegres e cheias de vida — que combinam com a energia dessa época.

Além de encantar como decoração ou presente, os amigurumis florais também podem ser uma ótima opção de venda, já que peças temáticas têm alta procura em épocas sazonais.

Confira algumas ideias criativas para celebrar a primavera com muito crochê e cor:


🌷 1. Flores soltas para decorar

Flores em miniatura feitas em crochê podem ser usadas como chaveiros, lembrancinhas ou até acessórios para cabelo. Um mimo rápido, econômico e cheio de charme.


🌺 2. Buquês de flores de amigurumi

Um buquê de flores eternas é uma alternativa encantadora para presentes especiais. Além de não murcharem, podem ser personalizados nas cores favoritas da pessoa que recebe.


🌼 3. Vasos de flores amigurumi

Os vasinhos são ótimos para decorar mesas, escritórios ou presentear professoras e colegas de trabalho. Uma ideia criativa e prática que valoriza qualquer ambiente.


🌻 4. Animais com detalhes florais

Coelhinhos, ursinhos ou gatinhos segurando flores são peças irresistíveis. Essa combinação de fofura + primavera faz sucesso tanto para presente quanto para vender.


🌸 5. Guirlandas e móbiles florais

Perfeitas para decorar quartos infantis ou espaços especiais da casa. As guirlandas e móbiles florais em amigurumi trazem leveza, cor e um toque artesanal único.


🌹 6. Flores como acessórios em amigurumis

Que tal acrescentar flores nas roupas das bonequinhas de crochê ou usar como enfeite em bolsas e chapéus? Um pequeno detalhe pode transformar completamente a peça.


Dica extra: Aproveite a estação para fotografar seus amigurumis florais em cenários naturais, como jardins, praças ou até vasinhos de casa. A combinação de cores vai valorizar ainda mais o seu trabalho!


💡 Conclusão

A primavera é a estação da criatividade no artesanato. De flores delicadas a buquês elaborados, os amigurumis florais podem encantar tanto quem faz por hobby quanto quem deseja vender.

🌼 Inspire-se, solte a imaginação e leve a beleza da primavera para as suas criações em crochê!

🧶 10 erros comuns ao iniciar um amigurumi (e como evitar cada um deles!)

🧶 10 erros comuns ao iniciar um amigurumi (e como evitar cada um deles!)

Começar no mundo dos amigurumis é apaixonante, mas também cheio de desafios. Quem nunca errou no início e precisou desmanchar várias vezes? 😅 A boa notícia é que com algumas dicas práticas, você pode evitar os tropeços mais comuns e acelerar sua evolução no crochê.

Aqui estão os 10 erros mais comuns de quem começa no amigurumi – e como você pode evitá-los:


1. Não aprender o anel mágico corretamente

O anel mágico é a base de praticamente todos os amigurumis. Se ele fica frouxo, a peça abre no centro.
👉 Como evitar: pratique bastante o anel mágico antes de iniciar um projeto e sempre finalize puxando bem a ponta do fio.


2. Usar fio muito grosso ou muito fino para começar

Fios inadequados dificultam a visualização dos pontos.
👉 Como evitar: comece com fio de algodão médio (como Amigurumi da Círculo nº 4/6) e agulha 2,5 a 3 mm.


3. Não manter a tensão do ponto

Pontos frouxos deixam buracos, pontos apertados dificultam a costura.
👉 Como evitar: treine a firmeza da mão até encontrar uma tensão uniforme.


4. Esquecer de marcar o início da carreira

Sem marcador, você se perde nas contagens facilmente.
👉 Como evitar: use um marcador de pontos (ou até um pedaço de fio colorido).


5. Não contar pontos corretamente

Um ponto a mais ou a menos muda totalmente a forma da peça.
👉 Como evitar: conte em cada carreira e use aplicativos ou tabelas de apoio.


6. Misturar materiais diferentes na mesma peça

Algodão e acrílico juntos podem dar diferença na textura.
👉 Como evitar: escolha um único tipo de fio para o mesmo projeto.


7. Encher a peça de qualquer jeito

Fibra demais deforma, fibra de menos deixa molenga.
👉 Como evitar: use fibra siliconada e vá colocando aos poucos, moldando com os dedos.


8. Ignorar a costura das partes

Muitos amigurumis ficam “tortinhos” porque a costura não é feita com cuidado.
👉 Como evitar: use agulha de tapeçaria e costure sempre com firmeza, alinhando bem.


9. Não ler a receita até o fim antes de começar

A ansiedade de iniciar pode levar a erros.
👉 Como evitar: leia a receita inteira antes e deixe todos os materiais preparados.


10. Comparar seu amigurumi com o da foto

Cada mão tem uma tensão e um estilo!
👉 Como evitar: foque no processo, não apenas no resultado. Com prática, sua técnica melhora a cada peça.


Dica bônus: errou? Desmanche sem medo! Faz parte do aprendizado e cada tentativa leva você para mais perto de dominar o amigurumi.


✅ Conclusão

Errar é normal no começo, mas com atenção a esses pontos você vai ganhar mais confiança e criar amigurumis cada vez mais lindos!

📌 E se você está começando agora, explore nossas receitas em PDF fáceis de seguir – estão todas em português e disponíveis no nosso site.

Setembro Amarelo e o poder do artesanato como aliado da saúde mental

Setembro Amarelo e o poder do artesanato como aliado da saúde mental

O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, que promove a conscientização sobre a prevenção ao suicídio e a importância do cuidado com a saúde mental. A iniciativa busca incentivar o acolhimento, a escuta e o diálogo, além de estimular as pessoas a buscarem ajuda profissional quando necessário. Criada no Brasil em 2015, a campanha representa um símbolo de luz, vida e esperança para pessoas que sofrem de ansiedade, depressão, estresse e outros transtornos. 

Um estudo realizado pela Escola de Psicologia da Universidade de Cambridge – Reino Unido, publicado em 2024 na Frontiers in Public Health, destaca que mais de 37% dos respondentes da pesquisa confirmaram que práticas de artesanato melhoraram, a curto prazo, os sintomas de ansiedade, estresse e depressão, além de potencializar a satisfação com a vida. Os pesquisadores analisaram 7.182 participantes residentes na Inglaterra, com 16 anos ou mais, presentes na pesquisa anual Taking Part, conduzida pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido, que explora como o público se envolve com essas atividades.

Assim como cuidamos do corpo, também precisamos cuidar das emoções. Encontrar momentos de pausa é essencial para preservar a saúde mental e melhorar a qualidade de vida. Entre as diversas opções de atividades, o artesanato se destaca por ser uma atividade simples e de baixo custo, que estimula a liberação de dopamina, o hormônio do prazer, proporcionando uma sensação de paz.

Juliana Sanches, professora de Amigurumi, técnica japonesa de criação de bonecos de crochê, aprendeu a confeccionar os bonecos após um quadro de depressão. Hoje, ela ensina mais de 10 mil alunas.  

“Quando engravidei do meu primeiro filho, estava desempregada, me sentia desvalorizada, entrei em um abismo emocional e desenvolvi um quadro de depressão. Foi de forma despretensiosa que encontrei os Amigurumis. Estava fazendo bonecos para presentear meu filho e encontrei ali uma forma de terapia para ocupar minha mente. Isso me transformou, encontrei meu dom, investi no meu sonho e hoje ensino mais de 10 mil pessoas, dentro e fora do Brasil”, destaca Ju.  

Processos criativos ativam diferentes áreas do cérebro, aprimorando funções cognitivas como resolução de problemas, memória e a criatividade. Costurar, pintar, bordar, tricotar ou modelar, qualquer atividade manual contribui para fortalecer a autoestima, desenvolver a paciência, estimular o foco e concentração, além de promover um sentimento de conquista. Outro ponto importante é o aspecto social, já que produtos feitos à mão potencializam conexões e fortalecem vínculos, reduzindo a sensação de solidão.  

“O Amigurumi me abriu muitas portas. Comecei como forma de expressar o amor pelo meu filho e, hoje, se tornou minha profissão, o trabalho que eu amo! O artesanato é um convite para o autocuidado. Nesse processo, é possível dedicar tempo e carinho a criar algo do zero, o que nos ajuda a entender nossa capacidade de ser e de conquistar o que quisermos, além de melhorar nosso emocional. Finalizar uma peça traz uma sensação de realização que fortalece a autoestima e promove bem-estar”, pontua.   

Projeto Samuel: voluntárias do PIC Melvi doam polvos de crochê ao Hospital Irmã Dulce

Projeto Samuel: voluntárias do PIC Melvi doam polvos de crochê ao Hospital Irmã Dulce

Peças oferecem conforto aos pequenos durante períodos de internação

Por: Luciano Agemiro

O Hospital Municipal Irmã Dulce, em Praia Grande, recebeu 130 polvos confeccionados por voluntárias das aulas de crochê do PIC Melvi. A entrega ocorreu na quarta-feira (18). Há 8 anos esse trabalho é realizado e as peças são entregues na maternidade da unidade. Pesquisas apontam que os polvos de crochê levam conforto para os pequenos no período em que estão internados, recebendo tratamento. Desde o início do projeto, mais de 500 unidades já foram entregues.

Uma vez por mês, cerca de 15 voluntárias se reúnem para botar a conversa em dia e atualizar as informações da produção. As peças também são confeccionadas em casa pelas integrantes do grupo nos momentos de descanso ou entre os afazeres do dia a dia. Em Praia Grande, o projeto ganhou o nome do menino Samuel, filho de uma das frequentadoras da unidade.

A voluntária, Tallyta Gabriele Colontônio Alves, de 23 anos, gostou da experiência, apesar do pouco tempo disponível e de ter que conciliar trabalho, estágio e faculdade. “Quando estou fazendo um polvo eu faço com coração sabendo que vai ajudar alguém. Aprendi o crochê com a minha mãe, há uns 5 anos. Tem 2 meses que estou participando do Projeto Samuel”.

Outra voluntária é Hannah Vitoria de Souza Santos, também de 23 anos, que trabalha em escola e nos intervalos aproveita para fazer os polvos. “Há cerca de um ano entrei nas aulas e comecei a me especializar na técnica do amigurumi. Queria fazer algo de caridade e adorei esse projeto. Coloco os melhores sentimentos nas peças que eu faço. Quero que os bebês se sintam muito bem”.

Hilda Nonato Santos Chagas é a professora responsável por transmitir a técnica do amigurumi para as alunas. “Entrei no crochê do PIC Melvi justamente por causa desse projeto. Entrei para ajudar e quando minha professora se afastou resolvi continuar o trabalho. Fazer parte disso é algo maravilhoso para mim”.

De acordo com a coordenadora de enfermagem do Hospital Irmã Dulce, Camila Geraldino Pereira, as mães ficam emocionadas quando entendem o proposita da ação. “Elas sentem e percebem o carinho das voluntárias. Além disso, quando a gente explica para a mãe sobre a função do polvo elas ficam muito felizes, até emocionadas”.

A presidente do Fundo Social de Solidariedade de Praia Grande, Marica Del Carmen Padim Mourão, a Maruca, sempre acompanha a doação e destacou que se trata de um momento emocionante. “Esse clima da maternidade envolve a gente. Por mais simples que pareçam ser, os polvos de crochê levam conforto para as crianças. E isso é impressionante”.

Origem – O projeto, com origem na Dinamarca, em 2013, confecciona polvos de crochê e os doa para bebês prematuros em unidades de tratamento intensivo neonatais. O objetivo é que, quando abraçado, o brinquedo transmita calma e proteção ao recém-nascido, já que os tentáculos remetem ao cordão umbilical e causam a sensação de segurança parecida com a do útero materno.

Quando as crianças nascem prematuras precisam ficar conectadas a muitos aparelhos. Nessa situação elas podem puxar os fios desses equipamentos. Com a tranquilidade transmitida pelos polvos, a tendência é que esses bebês de acalmem e não remova os sensores. Para saber mais sobre o projeto, basta entrar em contato com o PIC Melvi, por meio do telefone 3496-5064.

Fonte:https://www2.praiagrande.sp.gov.br/