Em Foz do Iguaçu, mais de 4 mil amigurumis confeccionados por privados de liberdade são distribuídos no Dia das Crianças

Em Foz do Iguaçu, mais de 4 mil amigurumis confeccionados por privados de liberdade são distribuídos no Dia das Crianças

Durante a semana do Dia das Crianças, a Polícia Penal do Paraná (PPPR), por meio de sua regional administrativa de Foz do Iguaçu, alcançou uma marca expressiva: mais de 4 mil amigurumis confeccionados por pessoas privadas de liberdade (PPL) foram distribuídos a crianças de instituições educacionais, assistenciais e de saúde no município.

A iniciativa tem como objetivo promover solidariedade, trabalho em equipe e responsabilidade social. Para os custodiados, participar do projeto representa a oportunidade de contribuir positivamente com a sociedade, mesmo durante o cumprimento de pena. A ação fortalece vínculos sociais, resgata a autoestima e reforça o sentimento de cidadania e pertencimento.

Os projetos envolvidos na confecção foram o Amigurumi Solidário e o Tecendo o Bem. O primeiro contou com a participação de 450 internos, sendo 350 da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu III – Unidade de Progressão (PEF III-UP) e 100 da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu I (PEF I), responsáveis pela confecção de 4 mil unidades. Já o projeto Tecendo o Bem, desenvolvido na PFF-UP, teve a participação de 60 custodiadas, que produziram mais 500 amigurumis. Ambos são realizados em parceria com o Conselho da Comunidade e a Vara de Execuções Penais de Foz do Iguaçu.

Ao todo, 20 instituições foram atendidas, entre centros de educação infantil, escolas primárias, projetos sociais, organizações não governamentais e unidades hospitalares. Para esta edição, os personagens escolhidos incluíram o Stitch (do filme Lilo & Stitch) e o ursinho aviador, simbolizando valores como amizade, coragem e pertencimento.

Os amigurumis são confeccionados a partir da técnica japonesa de crochê e tricô, que permite criar figuras tridimensionais de qualquer formato, dependendo da criatividade do artesão. Juntamente com os brinquedos foram entregues mais de 2 mil lanches feitos por apenadas da Penitenciária Feminina de Foz do Iguaçu – Unidade de Progressão (PFF-UP), utilizando insumos fornecidos pelo Conselho da Comunidade.

Para o coordenador regional da PPPR em Foz do Iguaçu, Cássio Rodrigo Pompeo: “cada amigurumi entregue carrega a dedicação e o esforço de pessoas que estão buscando uma nova oportunidade de vida. Esse gesto simples de doação representa muito, tanto para quem recebe quanto para quem produz. É uma troca de esperança e humanidade que mostra o verdadeiro propósito da reinserção social”, destacou.

“Criado em 2022, o Tecendo o Bem é um projeto de reinserção social que proporciona aos internos das unidades prisionais de Foz do Iguaçu a oportunidade de aprender e criar, por meio do trabalho artesanal. A confecção de amigurumis, que são doados a crianças em situação de vulnerabilidade, fortalece a autoestima dos participantes e promove a remição de pena. Reconhecido pelo Selo Sesi ODS, o projeto é um exemplo de como a colaboração entre a comunidade e a Polícia Penal do Paraná pode gerar impacto positivo tanto dentro quanto fora dos presídios”, explicou a juíza de direito titular da Vara de Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios de Foz do Iguaçu, Juliana Arantes Zanin Vieira.

O policial penal José Roberto de Morais, coordenador do Projeto Amigurumi Solidário, destacou o simbolismo da ação: “é muito mais do que a técnica do crochê. Ele é feito de fios, mas sua verdadeira essência está no amor, no cuidado e na empatia que dedicamos. Cada amigurumi é criado para acolher, levar alegria e transformar vidas.

Além de levar alegria às crianças, os projetos também geram benefícios aos custodiados envolvidos. A Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984) prevê a remição de pena pelo trabalho, permitindo a redução do tempo da pena e o desenvolvimento de novas habilidades técnicas e comportamentais. A cada três dias trabalhados, o custodiado consegue remir um dia da pena.

Para Helena Maria Almeida Pasin, gestora da PFF-UP, o impacto é duplo: “Entregar esses bonecos vai além do afeto às crianças que, muitas vezes, têm tão pouco. Para as mulheres privadas de liberdade que confeccionaram as peças e produziram os lanches, é um momento de orgulho e gratidão, pois sabem que, com suas próprias mãos, estão fazendo a diferença na vida de alguém. O artesanato e a culinária tornam-se também uma forma de terapia, que contribui para o bem-estar emocional e o resgate da autoestima, gerando impacto positivo dentro e fora dos muros”, concluiu.

Fonte: https://www.deppen.pr.gov.br/

Artesã faz peças de crochê diferentes em Itanhaém

Artesã faz peças de crochê diferentes em Itanhaém

Além de peças variadas, Cristina faz ainda conjuntos para bebês que são doados às famílias carentes da cidade

Atuar com o que gosta e se dedicar à arte do crochê com peças diferenciadas. Esse é o trabalho desenvolvido pela artesã Cristina Pasqualis, de Itanhaém, que faz para vender diversos bichinhos com a técnica amigurumi. Ela faz também os conjuntos para bebês que são doados às famílias mais carentes do município.
 
Cristina conta que aprendeu a fazer o crochê aos 14 anos com a sua madrasta e, a partir daí, não parou mais de fazer as peças de crochê

“Minha madrasta passou a técnica de como fazer o crochê. Antigamente, fazíamos os enxovais para casamento. Aprendi e fui me aperfeiçoando em fazer novas peças”, explica. 

Entre os diversos objetos, a artesã faz tapetes, sousplat de mesa (centros de mesas), capas de almofada, presépios e vários bichinhos de amigurumi.   

“O crochê e os trabalhos manuais são uma terapia e me ajudam bastante a superar a Síndrome do Pânico”, conta.
Atualmente, os mais procurados por suas clientes são os bichinhos feitos com a técnica japonesa amigurumi. 

“Com a técnica amigurumi podemos usar várias linhas, como lã, linhas finas e grossas para fazer bichinhos, sapatinhos de bebês e outras peças”, frisa.

Cristina lembra ainda que o crochê está voltando a ser usado em roupas usadas por artistas. 

“Algumas peças que estão na moda, feitas em crochê, são uma touquinha (head piece) e um triângulo que se usa na cintura”.

A artesã já tem várias clientes fixas. Elas costumam pedir os bichinhos, como cães, gatos, ratinhos e santinhos, todos feitos com amigurumi. 

Cristina também faz, na época de Natal, os presépios e as guirlandas de amigurumi, que estão entre os mais pedidos. 
“Nos presépios são feitas pequenas peças e dão mais trabalho, por isso são as mais demoradas para concluir”, ressalta.

Com o presépio, Cristina pode levar até 15 dias para completar todas as peças. Lembra ainda que a maior divulgação dos trabalhos tem sido o boca a boca entre as clientes. 

Cristina já teve uma loja virtual e vendeu pelo Shopee. E também tem postado algumas fotos em grupos de artesãs, de amigos e da família. 
Projeto social
A artesã Cristina desenvolve ainda um projeto social. Ela faz um conjunto, composto por casaco, toquinha e sapatinho de bebê, para ser doado às famílias carentes de Itanhaém. 

“Tive bastante dificuldade em fazer a doação às mães que estavam internadas na Maternidade do Hospital Regional, devido à burocracia”, conta.

Mas Cristina não desistiu. Atualmente, ela faz e entrega o conjunto com a roupinha de bebê na Unidade Básica de Saúde, no bairro Suarão, uma vez ao mês, para ser entregue às gestantes carentes do bairro.

Ela tem ainda a colaboração de sua irmã Helene que faz a doação de algumas linhas e lãs para fazer as roupinhas.

Planos
Sobre os planos futuros, Cristina pretende continuar a fazer as peças de crochê e os conjuntinhos de bebê para doação. 

“Enquanto tiver capacidade para fazer os conjuntinhos de bebê e as peças de amigurumi, vou prosseguir com meu trabalho e atender as minhas clientes e as famílias”, completa.

A artesã também aceita encomendas de clientes. E já participou de algumas feiras de artesanato na Cidade para expor suas peças de crochê.   

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/

Alunas aprendem técnica artesanal de Amigurumi para criar bonecos e personagens em tricô e crochê

Alunas aprendem técnica artesanal de Amigurumi para criar bonecos e personagens em tricô e crochê

Aparecida do Taboado (MS) – Nesta semana, oito alunas participaram do curso de Amigurumi, novidade no município segundo informou a coordenadora de eventos do SENAR/MS, Selia Souza.

A capacitação, ministrada pela instrutora Andrea Alves Rosa, teve carga horária de 16 horas e foi realizada nos dias 29 e 30 de setembro de 2025.

“Amigurumi, originado no Japão, é uma técnica artesanal que utiliza crochê ou tricô para criar bonecos, personagens e objetos fofos e detalhados. A palavra é a junção de dois termos japoneses: ami, que significa malha ou tricô, e nuigurumi, que se refere a brinquedo de pelúcia. Cada peça é única, feita à mão com dedicação e habilidade, podendo representar bichinhos, personagens, alimentos e até utensílios domésticos”, explicou a instrutora.

Com o curso, as participantes passaram a dominar a técnica e agora podem explorar a criatividade para produzir peças decorativas, presentes ou até mesmo itens para comercialização.

Durante as aulas, elas confeccionaram uma capivara em crochê, mas aprenderam também a adaptar o conhecimento para criar chaveiros, bonequinhos infantis e uma grande variedade de personagens.

Para a aluna Abenaias Maria da Silva, foi uma oportunidade única que veio em boa hora. Ao Costa Leste News, ela contou que pretende usar o aprendizado para confeccionar o primeiro boneco para a filha, e depois continuar praticando para produzir peças tanto para uso próprio quanto para vender e complementar a renda da família.

Quer participar dos cursos oferecidos semanalmente pelo SENAR/MS em parceria com o Sindicato Rural? Contato: (67) 3565-1288 | (67) 99283-1275

Setembro Amarelo e o poder do artesanato como aliado da saúde mental

Setembro Amarelo e o poder do artesanato como aliado da saúde mental

O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, que promove a conscientização sobre a prevenção ao suicídio e a importância do cuidado com a saúde mental. A iniciativa busca incentivar o acolhimento, a escuta e o diálogo, além de estimular as pessoas a buscarem ajuda profissional quando necessário. Criada no Brasil em 2015, a campanha representa um símbolo de luz, vida e esperança para pessoas que sofrem de ansiedade, depressão, estresse e outros transtornos. 

Um estudo realizado pela Escola de Psicologia da Universidade de Cambridge – Reino Unido, publicado em 2024 na Frontiers in Public Health, destaca que mais de 37% dos respondentes da pesquisa confirmaram que práticas de artesanato melhoraram, a curto prazo, os sintomas de ansiedade, estresse e depressão, além de potencializar a satisfação com a vida. Os pesquisadores analisaram 7.182 participantes residentes na Inglaterra, com 16 anos ou mais, presentes na pesquisa anual Taking Part, conduzida pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido, que explora como o público se envolve com essas atividades.

Assim como cuidamos do corpo, também precisamos cuidar das emoções. Encontrar momentos de pausa é essencial para preservar a saúde mental e melhorar a qualidade de vida. Entre as diversas opções de atividades, o artesanato se destaca por ser uma atividade simples e de baixo custo, que estimula a liberação de dopamina, o hormônio do prazer, proporcionando uma sensação de paz.

Juliana Sanches, professora de Amigurumi, técnica japonesa de criação de bonecos de crochê, aprendeu a confeccionar os bonecos após um quadro de depressão. Hoje, ela ensina mais de 10 mil alunas.  

“Quando engravidei do meu primeiro filho, estava desempregada, me sentia desvalorizada, entrei em um abismo emocional e desenvolvi um quadro de depressão. Foi de forma despretensiosa que encontrei os Amigurumis. Estava fazendo bonecos para presentear meu filho e encontrei ali uma forma de terapia para ocupar minha mente. Isso me transformou, encontrei meu dom, investi no meu sonho e hoje ensino mais de 10 mil pessoas, dentro e fora do Brasil”, destaca Ju.  

Processos criativos ativam diferentes áreas do cérebro, aprimorando funções cognitivas como resolução de problemas, memória e a criatividade. Costurar, pintar, bordar, tricotar ou modelar, qualquer atividade manual contribui para fortalecer a autoestima, desenvolver a paciência, estimular o foco e concentração, além de promover um sentimento de conquista. Outro ponto importante é o aspecto social, já que produtos feitos à mão potencializam conexões e fortalecem vínculos, reduzindo a sensação de solidão.  

“O Amigurumi me abriu muitas portas. Comecei como forma de expressar o amor pelo meu filho e, hoje, se tornou minha profissão, o trabalho que eu amo! O artesanato é um convite para o autocuidado. Nesse processo, é possível dedicar tempo e carinho a criar algo do zero, o que nos ajuda a entender nossa capacidade de ser e de conquistar o que quisermos, além de melhorar nosso emocional. Finalizar uma peça traz uma sensação de realização que fortalece a autoestima e promove bem-estar”, pontua.   

Projeto Samuel: voluntárias do PIC Melvi doam polvos de crochê ao Hospital Irmã Dulce

Projeto Samuel: voluntárias do PIC Melvi doam polvos de crochê ao Hospital Irmã Dulce

Peças oferecem conforto aos pequenos durante períodos de internação

Por: Luciano Agemiro

O Hospital Municipal Irmã Dulce, em Praia Grande, recebeu 130 polvos confeccionados por voluntárias das aulas de crochê do PIC Melvi. A entrega ocorreu na quarta-feira (18). Há 8 anos esse trabalho é realizado e as peças são entregues na maternidade da unidade. Pesquisas apontam que os polvos de crochê levam conforto para os pequenos no período em que estão internados, recebendo tratamento. Desde o início do projeto, mais de 500 unidades já foram entregues.

Uma vez por mês, cerca de 15 voluntárias se reúnem para botar a conversa em dia e atualizar as informações da produção. As peças também são confeccionadas em casa pelas integrantes do grupo nos momentos de descanso ou entre os afazeres do dia a dia. Em Praia Grande, o projeto ganhou o nome do menino Samuel, filho de uma das frequentadoras da unidade.

A voluntária, Tallyta Gabriele Colontônio Alves, de 23 anos, gostou da experiência, apesar do pouco tempo disponível e de ter que conciliar trabalho, estágio e faculdade. “Quando estou fazendo um polvo eu faço com coração sabendo que vai ajudar alguém. Aprendi o crochê com a minha mãe, há uns 5 anos. Tem 2 meses que estou participando do Projeto Samuel”.

Outra voluntária é Hannah Vitoria de Souza Santos, também de 23 anos, que trabalha em escola e nos intervalos aproveita para fazer os polvos. “Há cerca de um ano entrei nas aulas e comecei a me especializar na técnica do amigurumi. Queria fazer algo de caridade e adorei esse projeto. Coloco os melhores sentimentos nas peças que eu faço. Quero que os bebês se sintam muito bem”.

Hilda Nonato Santos Chagas é a professora responsável por transmitir a técnica do amigurumi para as alunas. “Entrei no crochê do PIC Melvi justamente por causa desse projeto. Entrei para ajudar e quando minha professora se afastou resolvi continuar o trabalho. Fazer parte disso é algo maravilhoso para mim”.

De acordo com a coordenadora de enfermagem do Hospital Irmã Dulce, Camila Geraldino Pereira, as mães ficam emocionadas quando entendem o proposita da ação. “Elas sentem e percebem o carinho das voluntárias. Além disso, quando a gente explica para a mãe sobre a função do polvo elas ficam muito felizes, até emocionadas”.

A presidente do Fundo Social de Solidariedade de Praia Grande, Marica Del Carmen Padim Mourão, a Maruca, sempre acompanha a doação e destacou que se trata de um momento emocionante. “Esse clima da maternidade envolve a gente. Por mais simples que pareçam ser, os polvos de crochê levam conforto para as crianças. E isso é impressionante”.

Origem – O projeto, com origem na Dinamarca, em 2013, confecciona polvos de crochê e os doa para bebês prematuros em unidades de tratamento intensivo neonatais. O objetivo é que, quando abraçado, o brinquedo transmita calma e proteção ao recém-nascido, já que os tentáculos remetem ao cordão umbilical e causam a sensação de segurança parecida com a do útero materno.

Quando as crianças nascem prematuras precisam ficar conectadas a muitos aparelhos. Nessa situação elas podem puxar os fios desses equipamentos. Com a tranquilidade transmitida pelos polvos, a tendência é que esses bebês de acalmem e não remova os sensores. Para saber mais sobre o projeto, basta entrar em contato com o PIC Melvi, por meio do telefone 3496-5064.

Fonte:https://www2.praiagrande.sp.gov.br/

Campanha da Círculo arrecada 4 toneladas de ração para abrigos

Campanha da Círculo arrecada 4 toneladas de ração para abrigos

Com o cão Caramelho como símbolo, a empresa gasparense garantiu ração para quatro ONGs da região de Gaspar e Blumenau. A Círculo, empresa têxtil de

Gaspar, promoveu entre os dias 29 e 31 de julho a Campanha Caramelo do Bem, em alusão ao Dia do Cachorro Caramelo. A cada download gratuito da receita de amigurumi do cachorro caramelo, a empresa se comprometeu a doar 1kg de ração para ONGs de proteção animal da região. A ação superou as expectativas e resultou em 4 toneladas de alimento doado.

Com a adesão da comunidade criativa, quatro abrigos da região foram beneficiados. No dia 22 de agosto, a empresa entregou a doação de 1 tonelada de ração para cada instituição: Anjo de 4 Patas e Abrigo São Francisco de Assis, em Gaspar, além do Sítio Dona Lúcia e Lar Silvana, em Blumenau.

O projeto teve como símbolo o cachorro caramelo, considerado um ícone nacional que tem seu dia comemorado no dia 31 de julho. Para marcar a data, a Círculo desenvolveu a receita do amigurumi, uma técnica de crochê, utilizando o fio Amigurumi na cor Caramelito (7076), que rapidamente conquistou o público. Após a finalização da campanha a receita ficou disponível no site da empresa de forma gratuita: https://www.circulo.com.br/receitas/cachorro-caramelo


Segundo a empresa, a mobilização em torno da ação reforça a força da comunidade de artesãos e artesãs que se engajaram pela causa. “Graças à adesão incrível de quem baixou a receita do Cachorro Caramelo, vamos transformar muitas vidas”, destacou a empresa.

Sobre a Círculo S.A

Fundada em Gaspar no ano de 1937, a Círculo é referência nacional em fios e produtos para trabalhos manuais, como crochê, tricô e bordado, e atualmente emprega mais de 1.500 funcionários no município. A empresa investe em inovação, qualidade e ações sociais que fortalecem a criatividade e a responsabilidade comunitária.

Depressão e luto: artesã supera doença transformando fotos em cachorros de crochê em Blumenau

Depressão e luto: artesã supera doença transformando fotos em cachorros de crochê em Blumenau

Os cachorros de crochê hiperrealistas são uma das opções disponíveis para encomenda

Os cachorros de crochê realistas viraram desejo em Blumenau, depois que Débora Maria Cenci, 39, divulgou o trabalho nas redes sociais. Após superar a depressão, entre linhas e novelos de lã, a artesã encontrou uma nova forma de viver.

Depois de enfrentar um período de depressão enquanto acompanhava a mãe no hospital, ela descobriu no crochê não apenas uma terapia, mas também um caminho de superação e reconhecimento.

O primeiro trabalho marcante veio há cerca de um ano, quando foi convidada a participar do grupo Fio da Vida, ligado ao Hospital do Pulmão.

Na época, Débora conta que uma uma médica a pediu que criasse um boneco do Harry Potter em crochê. A peça ficou pronta em um dia e abriu as portas para um novo universo: o dos amigurumis personalizados.

Virada de chave com amigurumis

A virada aconteceu quando ela transformou a foto de um Shih-Tzu em um cachorrinho realista de crochê. O resultado surpreendeu familiares e fez as encomendas se multiplicarem.

“Ver a reação das pessoas ao receber uma peça, perceber que meu trabalho toca histórias de vida, é muito gratificante. O crochê me curou e hoje eu consigo levar conforto para outras pessoas também”, conta.

Entre os pedidos mais emocionantes, está o de uma cliente que perdeu a irmã para o câncer e pediu que Débora recriasse a imagem em crochê para presentear a mãe enlutada.

“Foi uma responsabilidade muito grande”, relembra a artesã.

Os cachorros de crochê

Hoje, Débora produz peças que vão de bolsas a cachorros de crochê hiperrealistas, fiéis em cada detalhe, com fios de lã implantados um a um, escovados e até alisados. Trabalho que pode levar 30 dias para ser concluído.

Com preços que variam entre R$ 25 e R$ 400 os trabalhos já chegaram a São Paulo e até à Argentina. Mas, para Débora, o maior retorno não é financeiro e sim a felicidade das pessoas. A artesã também compartilha os trabalho pelas redes sociais.

Aos poucos, a arte que nasceu como terapia se transformou em negócio, esperança e propósito. E cada cachorrinho de crochê que sai das mãos de Débora é também um símbolo da sua própria superação.

Entre a arte e os cuidados

Além da arte, Débora também carrega uma rotina desafiadora. Casada e mãe de dois filhos, ela divide o tempo entre a faculdade, a arte e os cuidados com a mãe, que enfrenta DPOC, hipertensão pulmonar e enfisema pulmonar e precisa de acompanhamento constante.

Hoje, mesmo com tantas responsabilidades, Débora reserva de quatro a seis horas por dia para produzir as peças. Cada ponto é feito com paciência e dedicação, como se fosse também um gesto de autocuidado em meio à correria da vida.

“Polvinhos” levam aconchego a recém-nascidos durante transporte pelo Consamu

“Polvinhos” levam aconchego a recém-nascidos durante transporte pelo Consamu

Em momentos delicados, como o transporte de um recém-nascido prematuro, pequenos gestos podem fazer uma grande diferença. É com esse propósito que os “polvinhos” de amigurumi…

Em momentos delicados, como o transporte de um recém-nascido prematuro, pequenos gestos podem fazer uma grande diferença. É com esse propósito que os “polvinhos” de amigurumi acompanham os bebês durante as transferências realizadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mais do que um simples brinquedo, o polvinho simboliza cuidado, aconchego e segurança. Nesta terça-feira (02), o Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná (Consamu) recebeu uma nova remessa desses “bichinhos” especiais, doados pelo Conselho da Comunidade da Comarca de Cascavel.

O projeto teve início no Consamu em 2017, no aeromédico, com doações feitas por voluntárias. No ano passado, ganhou reforço por meio de uma parceria com o Conselho da Comunidade de Cascavel, que envolve pessoas privadas de liberdade da Penitenciária Industrial Marcelo Pinheiro/Unidade de Progressão (Pimp-UP), responsáveis pela produção dos amigurumis. A produção artesanal, feita com cuidado e responsabilidade, ganha um novo significado ao unir ressocialização e solidariedade.

O projeto “Educar para o Futuro”, desenvolvido pelo Conselho da Comunidade, tem como objetivo a qualificação, a remissão de pena e a ressocialização dos apenados da Pimp-UP, além de contribuir com a sociedade de diferentes maneiras, como com os bebês atendidos pelo Consamu. “Estamos felizes em participar deste projeto, que proporciona conforto aos bebês nos momentos de maior vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, promove a reintegração social, beneficiando toda a comunidade”, destaca o tesoureiro do Conselho da Comunidade da Comarca de Cascavel, Rosaldo João Chemim.

A encarregada do Núcleo de Educação Permanente (NEP) do Consamu, Indiara Teixeira Hartmann, explica que para garantir a segurança dos recém-nascidos, todos os itens passam por um processo de higienização antes de serem utilizados. Ao abraçar o polvo, os bebês tendem a apresentar estabilização nos sistemas respiratório e cardíaco, além de evitar que se enrosquem ou arranquem os equipamentos de monitorização. Ao final do transporte são entregues à família, levando o polvinho como um amiguinho que os acompanhou durante a recuperação. “Precisamos agradecer mais uma vez essa parceria”, destaca.

Participaram da entrega a coordenadora do Conselho da Comunidade, Pâmela Pfeffer; os representantes do Projeto Educar para o Futuro, Márcio Issler Mestre e Bianca Bez; os enfermeiros Alisson Faller e Jhonatan Ribeiro; e o coordenador do NEP, Jeferson de Souza

Artesanato é responsável por fatia gigante do PIB nacional

Artesanato é responsável por fatia gigante do PIB nacional

Atividade é fonte de renda para cerca de 8,5 milhões de pessoas; veja opção para entrar no mercado

O artesanato movimenta cerca de R$ 100 bilhões por ano no Brasil, o que representa 3% do PIB Nacional. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E mais: 77% do total de artesãos brasileiros são mulheres, de acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Ainda conforme o IBGE, a atividade contribui diretamente para a economia de 67% dos municípios e é fonte de renda para cerca de 8,5 milhões de pessoas.

Amigurumis
Entre as brasileiras que vivem do artesanato está Ju Sanches, professora de amigurumi (bonecos feitos de crochê) e empreendedora que já formou mais de 10 mil alunas em todo o País.

Segundo ela, cada vez mais as pessoas valorizam presentes que carregam um significado especial, e apostar em algo feito à mão é uma forma de demonstrar amor e cuidado.

“A técnica japonesa de fazer bonecos de crochê tem um custo de produção incrivelmente baixo. O investimento em material fica entre R$ 15 e R$ 20 e você pode vender até R$ 200, conseguindo uma boa margem de lucro”, contou ela.

“O diferencial dos amigurumis, por exemplo, é que eles podem ser moldados de várias formas, permitindo criar desde peças delicadas para os mais jovens até personagens mais sofisticados que atendem aos interesses dos adultos”, continuou Sancges.

A ocupação artesanal por vezes é considerada menos atrativa frente a outras oportunidades de empreendimento. No entanto, este cenário vem mudando. É o que indica o relatório de tendências do Pinterest, de 2024, que destaca um aumento do interesse da Geração Z por produtos manuais e criativos.

O relatório destaca que a procura por “bolsa de crochê japonês” cresceu 380% em relação a 2023, “bolsa de laço de crochê” subiu 975% e por bolsa feita à mão com miçangas mais de 300%. As pesquisas por “faça você mesmo” também aumentaram cerca de 50%, ressaltando mais ainda o interesse do público em produções manuais. 

Ju Sanches vende cursos onlines nos quais ensina não apenas a fazer, mas também a vender e a viver de amigurumi. Além disso, é autora do livro O Fantástico Mundo dos Mini Mins, pelo qual compartilha sua experiência e o processo criativo por trás dos bonecos.

“Empreender no setor de artesanato traz uma série de vantagens, como autonomia, flexibilidade de horário, controle de demandas, entrega de qualidade, conexão com o cliente e, ainda, satisfação pessoal. Muito mais do que baixo investimento e alto lucro, o artesanato permite expandirmos a nossa marca e expressarmos a nossa essência. Cada trabalho é único, personalizado e carrega a assinatura da artesã que o criou, com muita dedicação, atenção e cuidado”, completou a artista.

Fonte: https://www.gazetasp.com.br/

IBGE destaca que o artesanato representa 3% do PIB brasileiro

IBGE destaca que o artesanato representa 3% do PIB brasileiro

Amigurumi e outras técnicas artesanais ganham força com o público jovem.

De acordo com o IBGE, o artesanato movimenta cerca de R$100 bilhões por ano no país, o que representa 3% do PIB nacional. A atividade contribui diretamente para a economia de 67% dos municípios brasileiros e é fonte de renda e sustento para cerca de 8,5 milhões de pessoas, em sua maioria, mulheres. Dados do SEBRAE apontam que 77% do total de artesãos brasileiros são mulheres, destacando o crescente protagonismo feminino no empreendedorismo do setor.

Empreender com artesanato pode ser uma forma de gerar renda extra para equilibrar o orçamento familiar. Apesar de parecer desafiador, existem diversas opções no mercado. Ju Sanches, professora de amigurumi e empreendedora que já formou mais de 10 mil alunas em todo o país, destacou que o Amigurumi pode ser uma ótima opção para quem está começando. Segundo ela, cada vez mais as pessoas valorizam presentes que carregam um significado especial, e apostar em algo feito à mão é uma forma de demonstrar amor e cuidado.

“A técnica japonesa de fazer bonecos de crochê tem um custo de produção incrivelmente baixo. O investimento em material fica entre R$15,00 e R$20,00 e você pode vender até R$200, conseguindo uma boa margem de lucro. O diferencial dos amigurumis, por exemplo, é que eles podem ser moldados de várias formas, permitindo criar desde peças delicadas para os mais jovens até personagens mais sofisticados que atendem aos interesses dos adultos”, pontua Sanches.

A ocupação artesanal, muitas vezes, é considerada menos atrativa frente a outras oportunidades de empreendimento. No entanto, este cenário vem mudando. É o que indica o relatório de tendências do Pinterest, de 2024, que destaca um aumento do interesse da Geração Z por produtos manuais e criativos. O relatório destaca que a procura por “bolsa de crochê japonês” cresceu 380% em relação a 2023, “bolsa de laço de crochê” subiu 975% e por bolsa feita à mão com miçangas mais de 300%. As pesquisas por “faça você mesmo” também aumentaram cerca de 50%, ressaltando mais ainda o interesse do público em produções manuais.

“Empreender no setor de artesanato traz uma série de vantagens, como autonomia, flexibilidade de horário, controle de demandas, entrega de qualidade, conexão com o cliente e, ainda, satisfação pessoal. Muito mais do que baixo investimento e alto lucro, o artesanato permite expandirmos a nossa marca e expressarmos a nossa essência. Cada trabalho é único, personalizado e carrega a assinatura da artesã que o criou, com muita dedicação, atenção e cuidado”, ressalta Ju Sanches.

Fonte: Broto Comunicação