Hello Kitty & Friends chega na versão amigurumi pela Círculo

Hello Kitty & Friends chega na versão amigurumi pela Círculo

Coleção de licenciados da Hello Kitty ganha reforço com lançamento do kit da personagem e suas amigas, My Melody e Kuromi
A parceria da Círculo e Sanrio ganha mais uma novidade. Depois da coleção dos Kits de Amigurumi da Hello Kitty – que conta com três versões – e dos kits para bordar em ponto cruz , chegou a vez do lançamento de My Melody e Kuromi na versão amigurumi. Os novos produtos celebram esses personagens adoráveis, unindo cultura pop e artesanato para conectar gerações.

Os Kits de Amigurumi Hello Kitty & Friends – Besties Forever são os primeiros da coleção de licenciados que têm as amigas My Melody e Kuromi, que completam 50 e 20 anos, respectivamente, em 2025. “Vamos aproveitar que a série em stop motion “My Melody & Kuromi” está prevista para estrear no streaming em julho e já levar ao mercado também a nossa novidade em amigurumi a personagens que gostam de, que poderão confeccioná-los e transformá-las em um item colecionável”, avalia Osni de Oliveira Junior, CEO da Círculo.

De acordo com ele, a Hello Kitty trouxe um aumento de 40% nas vendas dos kits de amigurumi da marca e a projeção é que esse número aumente ainda mais com os novos itens da coleção. “Conquistamos um novo público para descobrir o artesanato e o amigurumi . Com My Melody e Kuromi queremos ampliar a nossa presença nesse mercado, com um incremento de mais 10% nas vendas”.

O lançamento oficial do Kit de Amigurumi Hello Kitty & Friends foi feito durante o primeiro dia da Meqa Artesanal, um dos principais eventos do setor do país, que ocorre entre 5 e 9 de julho, no São Paulo Expo Center. Além de apresentar o novo produto ao mercado, a marca vai proporcionar experiências com a própria Hello Kitty e um espaço instagramável e personalizado na feira para diversão, interação e muitas fotos.

Kits de Amigurumi Hello Kitty & Friends – Besties Forever

Cada kit traz todos os itens necessários para a confecção de cada uma das personagens e, no verso da embalagem, é possível acessar, via QR Code, um vídeo com dicas e o passo a passo. “Os kits de amigurumi da Círculo são indicados para qualquer pessoa, desde iniciantes, que nunca tiveram contato com a técnica artesanal, até os mais experientes. É um produto pensado em detalhes para que todos consigam tecer ponto a ponto e criar sua própria peça. É também uma ótima opção de presente”, recomenda Junior.

Os Kits Amigurumi Hello Kitty & Friends Bestie Forever da Círculo podem ser encontrados nos principais armarinhos, lojas de aviamento do Brasil e em e-commerces especializados a partir de fevereiro. A coleção é limitada e terá custo médio de R$ 65.

Fonte – https://dropsdejogos.uai.com.br/

Projetos de ressocialização ensinam técnicas de artesanato a mulheres privadas de liberdade em Vespasiano

Projetos de ressocialização ensinam técnicas de artesanato a mulheres privadas de liberdade em Vespasiano

Presas adquirem experiência em produções manuais nas oficinas, durante cumprimento da pena, e estreitam laços com a comunidade ao doar os produtos

Bonecos de crochê e tricô, tapetes manuais e bordados em panos de prato são alguns dos trabalhos feitos por custodiadas do Presídio de Vespasiano, na Região de Metropolitana de Belo Horizonte, como parte do Projeto Fábrica da Alegria. O material, fabricado por dez presas da unidade prisional, será destinado a instituições assistenciais da região por meio de uma parceria com o Projeto Compaixão.

Desde o mês de fevereiro deste ano a ação vem sendo realizada em oficinas semanais que acontecem no galpão do presídio, onde as presas trabalham no processo de criação e acabamento de cada peça. No período, a Fábrica da Alegria produziu e entregou ao Projeto Compaixão um total de 85 bonecos amigurumi (que são bichinhos de pelúcia feitos de crochê), 110 flores de crochê, 15 tapetes e 17 panos de prato.

A diretora-geral da unidade prisional, Estefane Mara, considera que os resultados demonstram o compromisso do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) com o desenvolvimento pessoal e a capacitação das custodiadas por meio do trabalho. “É uma iniciativa de grande importância para a ressocialização das internas e que vislumbra uma vida de sucesso para elas, quando deixarem a prisão”.

O Presídio de Vespasiano mantém também o Projeto Girassol, idealizado pela policial penal Simone Alves. A iniciativa conta atualmente com a participação de 11 custodiadas e é desenvolvida em parceria com o Grupo Simon. O trabalho consiste na confecção de vasos de girassol, com a técnica de amigurumi, contendo mensagens destinadas a parceiros e visitantes da unidade. “O girassol foi escolhido para incentivar as presas a sempre buscarem, como a flor, um caminho iluminado”, explica Simone.

As oficinas acontecem dentro da própria unidade prisional, em um espaço adequado com mesas, cadeiras, ferramentas de bordado e os materiais necessários, como os itens elétricos fornecidos pelo Grupo Simon. Nele, as detentas aprendem bordado, amigurumi e a atuar na montagem de peças elétricas.

As atividades no presídio servem como meio de remição da pena (que é reduzida em um dia, a cada três trabalhados) e também refletem a humanização dos indivíduos no sistema prisional, prevenindo o isolamento social e gerando um vínculo positivo entre as custodiadas, a unidade e a comunidade local.

📄 Texto: Ana Carolina Costa

Fonte – https://www.seguranca.mg.gov.br/

Comissão da Câmara aprova projeto que valoriza mulheres artesãs

Comissão da Câmara aprova projeto que valoriza mulheres artesãs

Texto inclui artesãs na legislação, amplia validade da carteira profissional e propõe apoio técnico e financeiro à atividade.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera dispositivos legais para citar expressamente as artesãs, antes mencionadas apenas de forma genérica como artesãos. O objetivo é valorizar o trabalho das mulheres no setor.

A proposta prevê que o poder público ofereça assistência técnica às artesãs, além de estímulos à comercialização de seus produtos. Também determina atenção especial às mulheres na destinação de linhas de crédito voltadas ao artesanato.

O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família ao projeto de lei 3.549/2020, do deputado José Guimarães (PT-CE). A versão original previa auxílio emergencial para artesãs na pandemia de Covid-19, mas foi reformulada para tratar da valorização permanente da categoria.

A relatora, deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), defendeu a medida como forma de preservação cultural e geração de renda. “Contribui para manter o patrimônio cultural brasileiro e fortalecer a economia em comunidades onde o artesanato é essencial”, afirmou.

Accorsi também propôs estender a validade da Carteira Nacional do Artesão e da Artesã de dois para cinco anos. O projeto altera as leis 12.634/2012, que institui o Dia Nacional do Artesão, e 13.180/2015, que regulamenta a profissão.

A proposta tramita em caráter conclusivo e segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisa passar pelo Senado.

Fonte – congressoemfoco

Projeto Gratidão leva conforto para bebês e crianças no Hospital Regional do Litoral

Projeto Gratidão leva conforto para bebês e crianças no Hospital Regional do Litoral

Grupo de voluntários confecciona polvos de crochê para acolher público infantil

A profissional de Radiologia no Hospital Regional do Litoral (HRL), Franciane Luísa Hagers, conhecida como tia Fran, é uma das idealizadoras do Projeto Gratidão. Ela atua como profissional de Radiologia há 15 anos e viu uma oportunidade de ajudar o próximo, neste caso, bebês e crianças atendidas no hospital, por meio da confecção de polvos de crochê e “bichos bolas”. A doação leva conforto e carinho para o público infantil e reforça o objetivo do projeto.

Os polvos de crochê ou “amigurumi” são utilizados para tranquilizar bebês prematuros, simulando o cordão umbilical e proporcionando conforto. A ideia surgiu de uma iniciativa da Casa da Amizade de Paranaguá, na qual as artesãs que fazem parte começaram a produzir polvos de crochê.

“Minha família sempre esteve ligada a trabalhos voluntários, a linguagem do amor da minha família é o ato de servir. Minha mãe fazia parte da Casa da Amizade, ajudando a produzir kits de maternidade, e viu os polvos de crochê”, contou tia Fran.

Com a pandemia de Covid-19, os projetos no Hospital Regional do Litoral foram paralisados. Neste momento, ela trabalhava na área de gestão de Radiologia do Hospital e começou a perceber as necessidades do bloco materno-infantil.

“Assim nasceu, naturalmente, o Projeto Gratidão. Continuamos fazendo os polvinhos de crochê, com ajuda das ‘tias’, como chamamos, e o projeto foi ganhando força. Até que chegou um momento que sentimos a necessidade de nomear toda a ação e batizamos de Projeto Gratidão”, disse tia Fran.

Atendimento humanizado

Hoje, o grupo também faz o atendimento humanizado com doação de material de higiene a todo o bloco materno-infantil, além de uma ação de cunho pedagógico e educacional e auxílio na higiene bucal, com doações de pastas e escovas de dente infantil. “Queremos deixar esse momento, tão delicado para as famílias, em algo com mais afeto”, acrescentou tia Fran.

Neste ano, o projeto completa cinco anos. “Mantemos a brinquedoteca do Hospital e fazemos um trabalho junto a Assistência Social, com recrutamento de roupas de 0 a 12 anos. Ao longo dos anos, o projeto foi ganhando outras características e assim chegamos como está hoje”, relatou tia Fran.

Para a fabricação dos polvos, o grupo precisa de fios de crochê 100% algodão. “Desenvolvemos um material para poder ser esterilizado. Temos uma receita própria para fazer o polvinho, temos dois tamanhos, um maior e outro menor. Não conseguimos fazer para todas as crianças e bebês, mas com o fluxo de atendimento que criamos conseguimos atender”, disse tia Fran.

“Quando eu vou atender um paciente tanto para o raio-x, quanto na tomografia, eu utilizo os amigurumis para fazer um atendimento humanizado. Enquanto eu estiver no Hospital Regional do Litoral, haverá uma criança e um bebê sendo ajudado. A gente vive um dia de cada vez, faz ação de pouquinho em pouquinho, e enquanto estiver lá, a Tia Fran vai existir e vai representar o projeto Gratidão”, diz.

Doações para o Projeto Gratidão

A população que se sensibilizar com o projeto pode doar roupas infantis para crianças a partir de dois anos. Neste caso, a entrega pode ser realizada diretamente para a Assistência Social do HRL. Já para os bebês, podem ser doadas mantas, roupinhas, touca, luva, meia e itens de higiene, como shampoos e sabonetes para o projeto. 

“Aceitamos também lápis de cor, doação de livrinhos de colorir, porque a gente incentiva a educação enquanto a criança está internada. Nós aceitamos doação de escovinha de dente e pastinha de dente infantil também. Lavamos tudo com água quente antes de entregar ao paciente”, contou tia Fran. Os interessados podem entrar em contato pelo Instagram @projgratidao. “Se as pessoas quiserem doar um valor em Pix, podem enviar para francianeluisa@yahoo.com.br, uma conta poupança do Projeto Gratidão.

Fotos: Imagens cedidas/Projeto Gratidão

Fonte – https://folhadolitoral.com.br/

Em sua 66ª edição, Feirart reúne produções de 90 artesãos no Cariri

Em sua 66ª edição, Feirart reúne produções de 90 artesãos no Cariri

Artesanato, cultura, oficinas e gastronomia se entrelaçam na 66ª edição da Feira de Artesanato do Ceará (Feirart) – Cariri. O evento é promovido pela Secretaria da Proteção Social (SPS), por meio da Central de Artesanato do Ceará (CeArt), e reunirá produções de 90 artesãos e entidades artesanais de diferentes regiões do estado. A programação começa nesta sexta-feira (6), às 17h, e segue até domingo (8), no Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, no município do Crato.

Entre os artesãos participantes estão integrantes de associações e grupos produtivos, mestres da cultura do Ceará e artesãos individuais nas mais diversas tipologias. A riqueza das peças, técnicas e saberes será compartilhada nos estandes, abertos todos os dias, das 17h às 22h.

Coordenadora de desenvolvimento do artesanato da SPS, Germana Mourão destaca que a Feirart Cariri nasce como um marco de valorização e da cultura cearense. “Este evento não é apenas uma vitrine para a produção artesanal, mas um espaço de fortalecimento da identidade cultural do nosso estado e de geração de renda para quem vive da arte feita à mão. Cada peça, cada técnica, cada história compartilhada representa uma parte viva do nosso patrimônio”, afirma.

Germana ressalta, também, a importância sociocultural da região caririense. “O Cariri foi escolhido com muito propósito. É uma região que pulsa cultura, com uma diversidade encantadora de expressões populares, saberes tradicionais e criatividade. Realizar essa feira aqui é reconhecer o potencial cultural do território e estimular o intercâmbio entre diferentes regiões cearenses”, completa.

Além da exposição e da venda do legítimo artesanato cearense, música e gastronomia movimentam os três dias de programação. Durante o evento, os visitantes também terão acesso a oficinas nas tipologias areia colorida, argila e fios e tecidos.

Noivas do Pau da Bandeira

As ações da Feirart também marcam presença no tradicional Casamento Comunitário de Barbalha, através da confecção dos buquês artesanais para as noivas de Santo Antônio. As atividades iniciaram no mês de abril, quando foram realizadas oficinas artesanais com as noivas, trabalhando tecidos e técnicas de tratamento da fibra de bananeira e da palha do milho.

A ação é promovida pela CeArt, em parceria com artesãos e artesãs das associações Fibrarte, Mãe das Dores e da artesã Josefa Patrício (Dona Bezinha). Os buquês artesanais simbolizam a continuidade de tradições, geração de renda, sustentabilidade, cultura e empoderamento.

Após a realização do Casamento Comunitário, marcado para o próximo domingo (8), as 11 novas artesãs receberão sua identidade artesanal. O documento possibilita às artesãs direitos a benefícios fiscais, como a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a realização de cursos com a CeArt e o direito à hospedagem na Casa do Artesão.

Sobre a Feira

A Feirart é um evento do Programa de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo do Artesanato do Estado do Ceará, desenvolvido pelo Governo do Ceará, com o objetivo de ampliar a visibilidade e a valorização do artesão cearense.

Serviço

66ª Edição da Feira de Artesanato da Ceart – Feirart / Edição Cariri
Quando: de 6 a 8 de junho (sexta-feira a domingo), sempre das 17h às 22h
Onde: Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo (Av. Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes, 1, Gizélia Pinheiro, Crato)

Programação

06/06/2025 (sexta-feira)

11h – Encontro dos Artesãos com Secretário-Executivo da Proteção Social, Ecildo Filho
17h – Abertura da Feira
18h – Cerimonial
– Secretário-Executivo da Proteção Social, Ecildo Filho
– Coordenadora da CEART, Germana Mourão
– Diretora do Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, Rosely Nakagawa
– Demais autoridades presentes
18h – 19h – Oficina de Artesanato
Areia Colorida / Composição de Imagem – Artesã Maviniê Mota
20h – 22h – Apresentação Musical
22h – Encerramento

07/06/2025 (sábado)

17h – Abertura da Feira
18h – 19h – Oficina de Artesanato
Argila / Modelagem – Artesã Ivia Lopes
20h – 22h – Apresentação Musical
22h – Encerramento

08/06/2025 (domingo)

16h – Abertura da Feira
18h – 19h – Oficina de Artesanato
Fios e Tecidos / Confecção de Flores Artesanais – Artesã Mônica Estevão
19h – 21h – Apresentação Musical
21h – Encerramento

19ª Edição do Salão do Artesanato, de volta a SP e inclui artistas do Vale

19ª Edição do Salão do Artesanato, de volta a SP e inclui artistas do Vale

Pavilhão da Bienal sedia um dos maiores eventos voltados para o segmento, destacando sua importância econômica e cultural

De 21 a 25 de maio, o Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, recebe a 19ª edição do Salão do Artesanato. Após 15 edições em Brasília e 3 na capital paulista, o evento volta à cidade em 2025 reunindo artesãos de todos os estados e do Distrito Federal. Em destaque, estão trabalhos autorais e técnicas tradicionais, incluindo a participação de representantes do Vale do Ribeira, como a Associação das Artesãs Custódia de Jesus da Cruz, de Apiaí (SP), que leva ao público cerâmicas típicas da região.

Além de compras e negócios, o convite é para uma imersão no universo do artesanato brasileiro, com mais de 100 mil peças moldadas, trançadas, costuradas, entalhadas e esculpidas com talento genuíno. Com entrada franca, o Salão é um programa para toda a família e oferece exposição e venda de peças artesanais, apresentações musicais diárias, performances, desfiles, praça de alimentação e áreas de descanso. A expectativa é atrair mais de 60 mil visitantes e superar os R$22 milhões movimentados em 2024, entre vendas diretas e negócios futuros. O evento tem apoio do Programa do Artesanato Brasileiro – PAB/Ministério do Empreendedorismo, da Micro e Pequena Empresa/Governo Federal e do Sebrae, parceiros desde a primeira edição.

“Atuamos para consolidar o Salão do Artesanato no calendário de eventos de São Paulo, com o objetivo de torná-lo anual na maior cidade do país. A recepção foi maravilhosa nas edições anteriores e, em 2025, queremos fazer história com o melhor do artesanato produzido em todos os cantos do Brasil”, afirma Rômulo Mendonça, diretor-geral da Rome Eventos, à frente da realização. O tema de 2025 será “A arte que vem da fibra”, homenageando a diversidade e força do artesanato brasileiro. “É simbólico e abrangente, pois valoriza o uso de fibras naturais em todo o país — como capim dourado, bananeira, licuri, carnaúba, tururi e piaçava — e, também, a ‘fibra’ dos artesãos, que com criatividade, resistência e amor pela arte mantêm vivas tradições, superam desafios e garantem sustento a milhões”, explica Leda Simone, diretora-executiva da Rome Eventos.

Também nas fibras, o Vale do Ribeira mostra sua versatilidade. As irmãs Zuleide e Suzana, especializadas no trabalho com a palha de milho, elaboraram uma peça, especialmente, para uma das mostras do Salão, que tem curadoria de Cleide Toledo, vice-presidente da Conart.

A ampla representatividade do artesanato brasileiro no evento é possível graças à parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro – PAB/MEMP e com o Sebrae. Para o Ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte do Brasil Ministro, Márcio França, “o Salão do Artesanato é mais do que uma feira; é uma celebração da criatividade e da diversidade cultural do nosso país. Cada peça exposta reflete a história de um povo e o talento de nossos artesãos. Eventos como este reforçam nosso compromisso em valorizar e promover o artesanato brasileiro, seguindo a orientação do presidente Lula de fortalecer a cultura popular e gerar oportunidades para quem vive do artesanato”.

Não se trata apenas da presença de artesãos de todo o país. A curadoria atuou no sentido de apresentar em São Paulo trabalhos e artesãos que revelem a produção mais característica de todas as localidades, refletindo a identidade e a história de suas comunidades. Para abrigar tanta riqueza, a ala do PAB ocupa todo 1º piso e parte do 2º andar da Bienal e destina estandes a todas as unidades da federação. O programa ainda disponibiliza estandes para a Confederação Brasileira de Artesãos (Conart) e a Confederação Nacional do Artesãos do Brasil (Cnarts), fundamentais para a organização do segmento e difusão do artesanato.

Em uma abordagem inovadora, o Sebrae Nacional selecionou para o evento artesãos premiados das cinco edições do Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato. Os participantes — pequenas e microempresas, cooperativas, associações e microempreendedores individuais — foram considerados a partir de critérios como qualidade estética, inovação e experiência comercial.

O Sebrae Espírito Santo e a Secretaria da Retomada de Goiás também aproveitam a oportunidade de levar o artesanato de suas regiões para a maior vitrine do país. Mesmo com os estados presentes na ala do PAB, investiram em espaços próprios para levarem mais artesãos e peças para o Salão. Há, ainda, estandes reservados a expositores independentes de todo o Brasil.

A arte que pulsa no Salão

A programação cultural do Salão do Artesanato 2025 celebra a diversidade brasileira ao unir tradição e inovação, reverenciando a diversidade da produção artística brasileira. Na música, o grupo Canto da Mata traz a força do Boi-Bumbá de Parintins; o Forró Maria Lua reverbera os ritmos do Nordeste com identidade e alegria; Rodrigo Zanc e Murilo Romano revisitam o cancioneiro caipira em tom intimista; e a Banda Canaviera celebra

clássicos, traz releituras da Tropicália e novos sons da música nacional. Já o espetáculo “Luz e Movimento”, do projeto Triskle, com Gustavo Ollitta e Bárbara Francesquine, mistura arte circense e tecnologia, hipnotizando o público com um balé de luzes e formas.

Na interseção entre moda, artesanato e memória, o evento reforça seu compromisso com a originalidade. Reconhecido no Brasil e no exterior pela maestria com que traz para contemporaneidade a ancestralidade indígena, Maurício Duarte, estilista amazonense, oriundo do povo Kaixana, apresenta sua coleção “Muiraquitã”, fruto de um trabalho coletivo, realizado por muitas mãos talentosas de Manaus, São Gabriel da Cachoeira, Tefé, São Paulo e Minas Gerais, refletindo a essência colaborativa e inclusiva que permeia a marca.

Já o desfile com coordenação e styling de Ander Oliveira propõe a criação de looks a partir de peças expostas para a venda no próprio evento para revelar como o feito à mão brilhar com estilo e inventividade. Para dar ainda mais personalidade à performance fashion, a trilha sonora será executada ao vivo por uma banda de pífanos formada apenas por mulheres LGPTQIA+, todas acima de 50 anos. Ou seja, um babado tecido com muita inclusão.

Essa bossa entre moda e tradição se desdobra nas mostras que compõem o Salão. No espaço “Ateliê dos Mestres Artesãos” 10 Mestres selecionados pelo PAB demonstrarão suas habilidades, comercializarão suas peças e interagirão com o público contando um pouco de suas histórias. Reconhecidos pela expertise e legitimidade para transmitir saberes, esses profissionais representam o elo vivo entre o passado e o futuro do fazer artesanal exposição. A “Exposição dos Estados Brasileiros” apresentará 27 peças que

sintetizam o espírito criativo de cada região do país, revelando a pluralidade do artesanato nacional. Já na vitrine conceitual “Moda Artesanal”, estarão expostas peças de vestuário e acessórios. Neste ano, o espaço ainda abriga a exposição “Mestres de Fibras”, em sintonia com a temática do evento, com exibição de peças forjadas através de técnicas que transformam o que brota da terra em cestos, trançados, esculturas e outras maravilhas.

Clássicos do Salão do Artesanato

Entre expositores do PAB e independentes, algumas participações têm feito história nas edições do Salão do Artesanato, tamanha a procura por suas criações. É o caso das carteiras em marchetaria, do Acre; da arte santeira, do Piauí; os cãezinhos talhados em madeira e inspirados na “Baleia”, do romance “Vidas Secas”, de Marco de Sertânia, do Pernambuco; os bordados de Minas Gerais; as roupas de cama mesa e banho do Nordeste; os enfeites e acessórios em capim dourado, do Tocantins; a arte de forte tradição indígena indígena do Amazonas; a cestaria do mestre Juão de Fibra, de Goiás, e muito mais. Uma festa para quem busca uma peça especial, com o caráter da exclusividade que só o artesanato pode garantir.

Sinônimo de arte e cultura, o Pavilhão da Bienal é o cenário ideal para abrigar um evento que celebra o artesanato brasileiro, uma expressão cultural preciosa que engloba tipologias como cerâmica, madeira, fios, capim, palha, metal, rendas, bordados e muito mais. Há qualidade e quantidade. São cerca de 500 artesãos presentes, mas que

representam milhares de outros talentos, já que muitos trazem trabalhos de coletivos, associações e confederações. Entre as peças a serem comercializadas, há desde as menores, como acessórios e utensílios, até as maiores, como esculturas, objetos de decoração e móveis.

Oficinas e palestras

Sob a coordenação do programa Mãos e Mentes Paulistanas, o público poderá participar de uma programação gratuita de oficinas e palestras, mediante inscrição feita no próprio local. De pessoas que já trabalham com artesanato, passando por quem deseja desenvolver habilidades com potencial empreendedor, até crianças interessadas em aprender mais sobre o valor do artesanato como expoente da cultura brasileira — todos são bem-vindos.

Já para os artesãos expositores haverá oportunidades de qualificação e aprimoramento na comercialização de seus produtos. A Roda de Conversa “Arte Sol e Museu A Casa – Iniciativas que fortalecem o artesanato brasileiro”, focará em experiências que promovem e valorizam o setor; e “Exportação do Artesanato Brasileiro”, com a ApexBrasil, compartilhará orientações sobre o acesso a mercados internacionais.

Economia

Realizar o salão do artesanato em São Paulo representa uma oportunidade estratégica para ampliar a visibilidade e o impacto do evento. Como maior centro econômico e cultural do país, a cidade atrai um público diversificado, incluindo consumidores, lojistas, designers e investidores, o que impulsiona as vendas e a valorização do artesanato brasileiro.

Os resultados das edições passadas apontam neste sentido, a começar pelo grande público que circulou pelo evento. Na 18ª edição, realizada em 2024, foram comercializadas, apenas nos estandes do PAB mais de 60 mil peças. Considerando os demais participantes, mais de 100 mil peças foram vendidas de forma direta, com um

volume de negócios superior a R$7 milhões de reais. Com o fomento dado pelo evento à realização da Rodada de Negócios, onde na última edição participaram 48 compradores, os negócios futuros foram estimados em R$ 13,8 milhões para os 12 meses seguintes. Números muito significativos para o setor.

Para 2025, espera-se ampliar ainda mais a participação de lojistas e artesãos e fortalecer a capacitação dos expositores para negociações mais eficazes. O crescimento da modalidade virtual também deve ser explorado para expandir o alcance da rodada para mercados internacionais. “Com base nos resultados da Rodada de Negócios de 2024, as expectativas são promissoras, a começar pelo número de compradores, que deve subir para cerca de 100. Além disso, a integração das rodadas presenciais e virtuais resultou em mais contatos efetivados, demonstrando essa forte demanda do mercado”, revela Lica Marques, responsável pela Rodada de Negócios no evento. Os lojistas terão no evento um espaço especialmente montado para eles, com acolhimento especial e área para reunião com artesãos.

O segmento de artesanato do país congrega mais de 230 mil inscritos na base nacional do PAB. Além da geração de emprego (cerca de 4 mil entre diretos e indiretos), para a realização do evento são contratadas mais de 30 empresas prestadoras de serviços para a produção, há mobilização da rede hoteleira e de bares e restaurantes da cidade com a presença de artesãos de todo o país, movimentando toda a cadeia produtiva do turismo.

Sustentabilidade e inclusão social

O Salão do Artesanato está comprometido com a agenda de sustentabilidade e inclusão social, alinhando-se às boas práticas da Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG). Com a elaboração da Declaração de Propósitos e Compromissos de Sustentabilidade, traçou estratégias para atendimento especial a pessoas com deficiências; adoção de modelo de gerenciamento seletivo de resíduos para proporcionar destino correto a rejeitos, recicláveis e orgânicos; campanha de educação para a sustentabilidade na rede social do evento; inclusão socioprodutiva nas contratações das equipes de produção e qualificação da cadeia produtiva envolvida com o evento. Pelo terceiro ano consecutivo o evento recebe o “Selo Carbon Free”, pelas ações de compensação de carbono através do plantio de árvores.

Espaço

Em mais de 14 mil m2, ocupando o 1º e o 2º pisos do Pavilhão da Bienal, o Salão do Artesanato tem áreas destinadas a estandes comerciais, palco para apresentações culturais, espaços de exposições, salas de oficinas, sala de Rodada de Negócios, espaços operacionais, banheiros, praça de alimentação interna e externa (Praça das Bandeiras), sala de imprensa, espaços operacionais e áreas confortáveis de convivência e descanso com estrutura para carregamento de dispositivos eletrônicos.

Programação

Apresentações culturais, desfiles, palestras e oficinas

21 de maio (quarta-feira)

• 14h: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento, com Gustavo Ollita e Bárbara Francesquine

• 17h: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento, com Gustavo Ollita e Bárbara Francesquine

• 19h: Show Canto da Mata – O Ritmo Quente da Amazônia

22 de maio (quinta-feira)

• 10h às 11h: Roda de Conversa Arte Sol e Museu A Casa – Iniciativas que fortalecem o Artesanato Brasileiro

• 13h: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento

• 16h: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento

• 18h: Show Rodrigo Zanc – Viola… Raízes e Frutos

• 19h30: Desfile do estilista manauara indígena do povo Kaixana, Maurício Duarte

23 de maio (sexta-feira)

• 10h às 11h: Palestra APEX – Exportação do Artesanato Brasileiro (somente para expositores)

• 13h: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento

• 16h: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento

• 18h: Show de forró pé de serra com o Grupo Forró Maria Lua

• 19h30: Desfile performático com confecções dos artesãos expositores do evento, acompanhado pela banda de pífanos – coordenação de styling: Ander Oliveira

24 de maio (sábado)

• 13h: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento

• 16h: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento

• 19h30: Show Samba do Chicão com Marina Rosa

26 de maio (domingo)

• 11h30: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento

• 13h: Projeto Triskle – espetáculo Luz e Movimento

• 16h: Show da Banda Canavieira – Viva a Música Brasileira

SERVIÇO:

19º Salão do Artesanato

Pavilhão da Bienal- Parque do Ibirapuera- São Paulo

De 21 a 25 de maio

Das 11h às 21h (para o público em geral)

De 21 a 23 de maio

Das 10h às 11h (acesso exclusivo para lojistas)

Entrada franca

www.salaodoartesanato.com.br

instagram: @salaodoartesanatooficial

facebook: Salão do Artesanato

Fonte- https://registro.portaldacidade.com/

Sem renda, ela encontrou no amigurumi uma saída – Hoje fatura R$ 5 milhões.

Sem renda, ela encontrou no amigurumi uma saída – Hoje fatura R$ 5 milhões.

Juliana Sanches não planejava ser empresária. Em 2028, sem emprego e enfrentando uma depressão, encontrou no amigurumi uma forma de aliviar o peso da rotina. O que começou como um refúgio virou um negócio milionário.

Natural de Minas Gerais, Juliana Sanches passou a infância no interior do Pará, Aos 16 anos , conseguiu uma bolsa de estudos e se mudou para a Bahia, onde se formou em administração. Casou-se jovem e conseguiu o primeiro emprego na área, ganhando um salário mínimo.

Em 2015, decidiu pedir demissão para estudar para um concurso público. Foi aprovada, mas nunca chamada. Sem renda fixa, começou a vender caricaturas, pães e bolos para complementar o orçamento de casa.

A chegada do primeiro filho trouxe um desafio maior, com dificuldades financeiras, a família precisou morar de favor na casa da mãe de Sanches, em uma favela no interior de Goiás. A situação a levou a um quadro de depressão. “Eu me sentia inútil, presa em casa, sem perspectiva”.

Em 2018, procurando um presente especial para o filho autista, Sanches descobriu os amigurumis no Youtube. O material era barato e o processo terapêutico. Ela fez uma raposa de amigurumi por R$ 20,00 e decidiu tentar vendê-lo por R$ 100,00 em um grupo de Facebook.

O resultado foi um estalo, se vendesse mais, poderia transformar aquilo em renda. “Passei a produzir bonequinhos para vender online. Dois anos depois , já estava faturando R$ 3 Mil por mês apenas com amigurumis”, diz a empreendedora.

A demanda cresceu tanto que , em 2021, ela lançou seu primeiro curso online no site Caco Amigurumi. Em apenas uma semana faturou R$ 160, mil. Hoje os cursos – cada “receita” ensina um boneco diferente e cista em torno R$20 a R$ 40 – Tem tiket médio de R$ 600.

Agora , o foco é crescer ainda mais. A meta de Juliana é dobrar o faturamento e alcançar R$ 10 milhões até o fim de 2025. ” O amigurumi mudou minha vida. quero levar essa oportunidade para outras mulheres, dentro e fora do Brasil”, afirma.

Fonte – Exame

E você, que tal aprender a transformar seu hobbie em uma fonte de renda que nem a Ju? Aqui na Central dos Amigurumis você encontyra tudo o que precisa para começar nessa empreitada, passo a passo de como fazer amigurumis, guia de pontos, receitas de amigurumis em PDF atualizadas toda semana, cursos de como vender na internet e nas redes sociais, e uma agenda atualizada com as feiras e bazares que tem inscrições abertas para você expor seus amigurumis!